Glory Opera: Power Metal feito com alma e sentimento
Resenha - Equilibrium - Glory Opera
Por Marcos Garcia
Postado em 05 de dezembro de 2010
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Definitivamente, aquilo que chamam de Power Metal, rótulo ao qual discordo, pelo motivo das bandas nada terem com os pioneiros do estilo, no Brasil é algo que rendeu muitas e muitas bandas maravilhosas, outras mais no nível médio, e outras bem fraquinhas pois esta fórmula, que já foi repetida até a exaustão, realmente não é lá muito simples de se fazer, pois há uma peculiaridade no Metal como um todo que não há em outros estilos: o ouvinte mais atento e experiente pode perceber quando a música foi feita de coração ou por pura obrigação contratual.

Ou seja, tentar fazer Metal, seja lá qual sub-estilo que for, sem pôr alma e vida no que toca, é como masturbação: parece sexo, mas não o é. E a música do GLORY OPERA é como aquelas ótimas vezes em que saímos satisfeitos totalmente do ato em si, pois há sentimentos no que se é feito.
‘Equilibrium’, segundo disco desta excelente banda, foi lançado já há um bom tempo, e é algo de impressionante este CD! Bem trabalhado como todas as boas bandas do estilo são, com leves toques de regionalismos aqui e ali em seu som, vocalizações ótimas, dupla de guitarras extremamente bem feitas, baixo e bateria de alto nível, em suma, um time bem homogêneo, sem contar que suas letras, fugindo do padrão ‘Senhor dos Anéis’ que permeia o estilo, buscam falar da cultura do Amazonas, e aqui, vemos mais um disco conceitual da banda, como o primeiro, ‘Rising Moangá’, esclarecendo alguns pontos deixados em aberto na estória. Uma fábula brasileira digna dos melhores livros, e que tem a melhor parte em ser dada através de música.
A apresentação visual caprichada é de alto nível, coisa de Primeiro Mundo, mostrando na capa uma pintura estilizada do Rio Amazonas, como era visto pelos primeiros colonizadores, e quando se vai ouvir o CD, é algo de fantástico, um verdadeiro prazer ouvir este disco, e várias e várias vezes seguidas sem ficar enjoado ou sem ele soar repetitivo.
Seguindo uma linha bem própria, ainda mais pesada que em seu primeiro CD, embora se vejam aqui e ali influências de HELLOWEEN, DREAM THEATER, IRON MAIDEN, mas vejam bem: a banda tem cara para mostrar.
O CD é muito bem nivelado em matéria de composições, então, é meio que injusto, e até doloroso, citar uma ou outra faixa de destaque para servir como referência, mas há momentos sublimes como em ‘Ants of Fire’, uma linda, rápida e maravilhosa canção do típico Metal Melódico; ‘Darkest Fear’, uma faixa mais cadenciada, com belíssimas vocalizações e que riffs de guitarra; ‘First Hunting’ é outra faixa bem rápida, mas empolgante; ‘Tempest of Fury’, com seus oito minutos de variações em andamentos e riffs cortantes; a gigantesca epopéia de ‘Drowning Into Madness’, subdividida em oito partes em mais de 25 minutos de música, e para fazer uma faixa assim, tem que ter peito e coragem aos montes; a belíssima balada ‘Spirits of Sorrow’, carregada de forte emoção; ‘Manhunt’, com seu andamento veloz, mas com riffs bem firmes e agressivos; e ‘Sunrise in Disgrace’, mais pesada que as anteriores.
Gostaria sinceramente que a banda lançasse logo seu novo CD, pois merece fazer muito sucesso, inclusive fora do país, já que esses sujeitos superam de longe muitas bandas do estilo gringas.
Recomendo de olhos fechados, e espero que a banda não tenha parado, pois alguns sinais que vi pela net indicam algo nesta direção, o que seria uma imensa perda para o Metal Nacional.
Formação:
Humberto Sobrinho – Vocal
Casé Mar – Guitarra
Jean Rothen – Guitarra
Emerson Dácio – Baixo
Helmut Quacken – Bateria
Tracklist:
01. Tucandeira (intro)
02. Ants of Fire
03. The Darkest Fear
04. First Hunting
05. Tempest of Fury
06. Drowning Into Madness
07. Spirits of Sorrow
08. A Leaf on the Wind
09. Manhunt
10. Sunset In Glory
11. Sunrise In Disgrace
Contatos:
http://www.myspace.com/gloryopera
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Mastodon oficializa nova formação, que conta com músico brasileiro
A banda que bateu um recorde dos Beatles e afundou em poucos anos
Nicko McBrain surpreende ao eleger os álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
O disco de 1983 que Dave Grohl sabe tocar de cor e salteado; "Conheço cada virada de bateria"
Ex-baterista do Guns N' Roses fala sobre o Axl Rose que a maioria não conhece
O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
A música do AC/DC que Angus Young escolheu como sua favorita na guitarra
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
Jennifer Finch, baixista da L7, diagnosticada com agressivo câncer cerebral
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
Bill Ward sobre Ozzy Osbourne: "Sinto saudades dele todos os dias"
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
As duas faces de Freddie Mercury que até Brian May tinha dificuldade de decifrar
Legião Urbana: O dia em que Renato calou a plateia do Programa Livre
Cinco músicas que parecem ser românticas, mas não são
Pilares: O início do Heavy Metal em 1969

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



