Immolation: grandes bandas gravam grandes discos
Resenha - Majesty and Decay - Immolation
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 03 de dezembro de 2010
Nota: 8 ![]()
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Oitavo álbum do quarteto norte-americano Immolation, "Majesty and Decay" traz doze faixas de um death metal de responsa, feito por quem entende – e muito – do assunto. Maléficas melodias de guitarra surgem da poderosa parede sonora do grupo, dando às composições um ar ainda mais sombrio.

A sonoridade do disco é um assombro! Produzido por Paul Orifino, o play é pesadíssimo, denso, dono de uma escuridão palpável. Lançado lá fora no dia 9 de março de 2010, "Majesty and Decay" é um trabalho que, ao mesmo tempo em que respeita o passado glorioso do conjunto – onde os álbuns "Here in After" (1996), "Close to a World Below" (2000) e "Unholy Cult" (2002) brilham como jóias reluzentes – mostra que a banda liderada pelo baixista e vocalista Ross Bolan está com o tanque cheio de combustível e pronta para pegar a estrada por muitos e muitos anos ainda!
"A Token of Malice" é um destaque imediato, uma composição inspirada e com grande performance de toda a banda – completada por Robert Vigna (guitarra), Bill Taylor (guitarra) e Steve Shalaty (bateria). "A Glorious Epoch" é outra ótima faixa, com um clima épico e andamento mais cadenciado que evidencia ainda mais o peso absurdo do disco.
A parte final do álbum, a partir do interlúdio contido na faixa 8, coloca a agressividade em primeiríssimo plano, como se as quatro últimas faixas formassem uma espécie de suíte de encerramento criada sobre a benção do demônio!
Concluindo, "Majesty and Decay" traz um death metal muito competente e pesadíssimo, com andamentos cadenciados na maioria das faixas, que são temperadas por melodias sombrias que dão um clima de horror e devastação ao trabalho. Os vocais de Bolan, guturais e pra lá de graves, encaixam-se com precisão na sonoridade da banda, e são um destaque a parte. Há sempre a preocupação em adicionar variações rítmicas nas composições, fazendo com que elas surpreendam o ouvinte com viradas inesperadas, e o resultado final é bastante positivo.
Grandes bandas gravam grandes discos, e aqui não foi diferente!
Faixas:
1 Intro 1:19
2 The Purge 3:18
3 A Token of Malice 2:41
4 Majesty and Decay 4:29
5 Divine Code 3:38
6 In Human Form 4:04
7 A Glorious Epoch 4:37
8 Interlude 2:04
9 A Thunderous Consequence 3:58
10 The Rapture of Ghosts 5:19
11 Power and Shame 3:44
12 The Comfort of Cowards 5:52
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