Cradle of Filth: após algum silêncio, rugindo furiosamente
Resenha - Darkly, Darkly, Venus Aversa - Cradle of Filth
Por Marcos Garcia
Postado em 25 de novembro de 2010
A velha Inglaterra sempre foi a nação ponta de lança em quase tudo no mundo até um passado recente, pois nela nasce Isaac Newton, um dos maiores gênios científicos de todos os tempos, e lá ocorre a Revolução Industrial, que mais tarde varreria o mundo, sem esquecer que foram suas terras antigas que deram ao mundo bandas e artistas de Metal que marcaram a história do estilo de forma indelével, sendo ela mesma berço do Metal, pois de suas terras saíram os precursores do estilo (BEATLES, CREAM, THE YARDBIRDS), seus fundadores (DEEP PURPLE, LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH), bem como também deu-se em seu território a natividade de bandas importantes para o Metal moderno como MOTORHEAD e JUDAS PRIEST, sem esquecer nunca da NWOBHM e de gigantes como SAXON, DEF LEPPARD, IRON MAIDEN, VENOM, entre outros. O Black Metal nasceu na Inglaterra, e assim, um dos nomes mais fortes do estilo, CRADLE OF FILTH, nasce nas terras que abrigam o túmulo do Rei Arthur.
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Há os que odeiam a banda por motivos diversos, e mesmo contraditórios, mas sua importância para o Metal Negro é inegável. Negar este fato é negar toda uma história construída sobre uma base real, sem achismos e sem obliteração dos fatos.
E mais uma vez, após algum tempo em silêncio, eis que Dani Filth e seus asseclas rugem furiosamente e nos brindam com mais uma obra de arte, chamada ‘Darkly, Darkly, Venus Aversa’, que desde que a banda disponibilizou uma música para download gratuito, causou forte comoção entre os fãs.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Conceitual como o CD anterior da banda, ‘Godspeed on Devil’s Thunder’, a história focada neste é sobre Lilith, que para os mais desinformados, é a primeira mulher de Adão (há uma referência bíblia alterada no livro de Isaías na versão latina da bíblia, devido à vulgata de São Jerônimo, mas que no original, permanece lá; tarefa para os curiosos).
Lançado no Halloween deste ano pela Peaceville Records, a produção visual do CD, feita pela artista Natalie Shau é primorosa e de bom gosto, como sempre a banda fez desde seu segundo trabalho, o EP ‘Vempire’. Sonoramente, é bem mais do que se esperava, pois o CRADLE OF FILTH andou superando algumas escorregadas dos últimos tempos, retomando o caminho que delinearam para si no ótimo ‘Midian’ e no EP ‘Bitter Suites to Succubi’, ou seja, melodia, agressividade, rispidez, e tudo isso muito mediado por um peso brutal e opressivo. Não há espaços para frescuras, como muitos teimam em denegrir injustamente a banda, pois é um disco bem seco e extremo.
Junto a Dani, que canta de forma maravilhosa no CD inteiro, se encontram Paul Allender (guitarra solo), Dave Pybus (baixo), James McIlroy (guitarra base), Martin Škaroupka (bateria), e Ashley Ellyllon (teclados e backing vocals), que fazem de cada música um verdadeiro espetáculo, bem como um prazer para os ouvidos, e em momento algum, tem-se a incômoda sensação se o CD não serve apenas para externar idéias concebidas pelo ego de Dani, uma vez que a produção sonora, feita por Scott Atkins, Doug Cook e o próprio Dani, não prioriza a voz em detrimento dos outros instrumentos.
A versão que resenho é a de dois CDs, onde a nivelação é tão alta que fica meio estranho ressaltar uma ou outra música, pois seria injusto com as outras, mas pode começar pela faixa de abertura, ‘The Cult of Venus Aversa’, que se inicia com aquele clima de horror gótico (que para os mais desavisados, é um estilo literário interessante. Recomendo uma lida em O Castelo de Otranto, de Horace Walpole, primeiro livro do estilo), e daqui a pouco, vira uma tijolada; passar pelas violentas e climáticas ‘The Nun With The Astrail Habit’ e ‘Retreat of the Sacred Heart’; pela cadenciada e aterrorizante ‘The Persecution Song’; pela já conhecida ‘Lilith Immaculate’, que foi gentilmente disponibilizada pela banda e gravadora para os fãs um tempo antes do CD sair, que é uma das melhores canções do ano todo, principalmente graças aos vocais femininos de Lucy Atkisn, em dueto com Dani e ao belíssimo refrão; por ‘Harlot on a Pedetal’, que alterna violência extrema e beleza, uma marca registrada da banda; por ‘Forgive me Father (I Have Sinned), com riffs Thrash, belos duetos e que se tornou o primeiro single promocional do álbum e tem vídeo; a pegajosa ‘Beyond Eleventh Hour’, que fecha o primeiro CD; ‘Beast of Extermination’, forte e pesada, que nos leva ao mesmo clima visto no CD ‘Cruelty and the Beast’; ‘Truth & Agony’, outra faixa que mixa agressividade, beleza e peso harmoniosamente; ‘Mistress of the Sucking Pit’, que apesar da intro de piano, tem um clima bem ‘Motorheadiano’; e por ‘Behind the Jagged Mountains’, a agressiva e pesada faixa que fecha mais esta epopéia de uma das melhores bandas do Metal como um todo.
Um belo aquecimento para o show da banda em dezembro, e a nota do CD é com louvor ao mérito, uma vez que este ‘Darkly, Darkly Venus Aversa’ possui algo que muitas bandas andam esquecendo: Tesão pelo que se faz, pois é justamente isso que sopra vida em um trabalho.
CD 1:
01. The Cult of Venus Aversa
02. One Foul Step from the Abyss
03. The Nun with the Astral Habit
04. Retreat of the Sacred Heart
05. The Persecution Song
06. Deceiving Eyes
07. Lilith Immaculate
08. The Spawn of Love and War
09. Harlot on a Pedestal
10. Forgive Me Father (I Have Sinned)
11. Beyond Eleventh Hour
CD 2:
01. Beast of Extermination
02. Truth & Agony
03. Mistress From the Sucking Pit
04. Behind the Jagged Mountains
Contatos:
http://www.peaceville.com/cradleoffilth/darklydarklyvenusaversa/
http://www.myspace.com/cradleoffilth
http://www.cradleoffilth.com/
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