Hibria: álbum similar ao antecessor, o que não é problema

Resenha - Skull Collectors - Hibria

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Por Ben Ami Scopinho
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Gaúcho de Porto Alegre e na ativa desde 1994, o Hibria pode ser considerado o representante do Power Metal brasileiro em território gringo. O debut "Defying The Rules" (04) possuía tal poder de fogo que alcançou várias nações, e causando um impacto todo especial entre os japoneses, tanto que o sucessor "Skull Collectors" foi lançado primeiramente em terras nipônicas no finalzinho de 2008, antes mesmo de ter alguma data definida para chegar às nossas prateleiras. Como era de se esperar, nos primeiros dias o novo trabalho permaneceu entre os cincos CDs mais vendidos por lá...

Pois bem, se a estreia foi promissora, "Skull Collectors" está aí para provar que o Hibria pode repetir o feito e se estabelecer ainda mais no cenário, para futuramente até mesmo penetrar no rol dos nomes mais relevantes do estilo. Novamente conceitual, o tema agora explora as ambições de um piloto da Força Aérea que se envolve com uma organização não muito confiável, perde um bom amigo em meio às aventuras e se isola, amargurado com as lembranças do passado.

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Musicalmente, como não poderia deixar de ser, o novo disco apresenta todas as características que fazem do Power Metal um gênero tão fascinante e propício a bater cabeças: muitas guitarras bombardeando incessantemente, uma cozinha fumegante dando o devido suporte e com espaço de sobra para mostrar do que é capaz, além de um vocalista gritador com um ótimo timbre e que não apela para os controversos falsetes (vade retro, satana!), todos em completa sinergia ao empregar velocidade e envolver tudo com muitas melodias. Sem excessos, apenas energia sonora bruta.

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Apesar de a proposta ter suas raízes fortemente fincadas em território europeu da década de 1980, o Hibria sabiamente evita soar desagradavelmente datado ao optar por uma produção bem atualizada, cortesia do produtor Achim Köhler (Amon Amarth, Sodom, Primal Fear). Assim, com um áudio revigorante e meio ríspido, seus hinos continuam com um carisma contagiante, em especial em "Tiger Punch", na mais trabalhada "Sea Of Revenge", "Devoted To Your Fear" e a própria faixa-título, estas duas últimas com um peso em doses ainda mais cavalares.

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Se não está quebrado, para que consertar? Com esta linha de pensamento, o Hibria fez de "Skull Collectors" um álbum bastante similar ao vitorioso antecessor, o que não é nenhum problema no atual estágio de sua trajetória. De novo, somente o baterista Eduardo Baldo e, atualmente, também o baixista Benhur Lima (Darkest Seed)... Enfim, um discaço que honra o celeiro de boas bandas que é este Brasil, e indispensável ao público que aprecia feras do porte de Judas Priest, Helloween e Primal Fear.

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Contato:
http://www.myspace.com/hibria
http://www.hibria.com/

Formação:
Iuri Sanson - voz
Abel Camargo - guitarra
Diego Kasper - guitarra
Marco Panichi - baixo
Eduardo Baldo - bateria

Hibria - Skull Collectors
(2010 / Voice Music - nacional)

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01. Tiger Punch
02. Reborn From The Ashes
03. Screaming Ghost
04. Sea Of Revenge
05. The Anger Inside
06. Devoted To Your Fear
07. The Skull Collectors
08. Burning The Flags
09. Wings Of Wax


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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