Hatefulmurder: vida nova ao Thrash massacrado por clichês
Resenha - When the Slaughter Begins - Hatefulmurder
Por Marcos Garcia
Postado em 20 de setembro de 2010
Para muitos bangers nos dias de hoje, o thrash metal é um estilo considerado retrogrado ou morto, uma vez que o auge do estilo foi entre 1986 e 1990, com algumas bandas sobrevivendo à onda grunge de 1991 com muito sacrifício, e mesmo fazendo concessões, como foi comprovado com alguns gigantes buscando novas formas para trabalhar seu som e sobreviver. Isso justifica porque gigantes como MEGADETH, TESTAMENT, e obviamente, METALLICA tiraram o pé do acelerador e injetaram grandes doses de melodia em seu som. Mas existem bandas que nos fazem pensar quando as ouvimos e acreditar que o estilo volte a ter o brilho de outrora. E o HATEFULMURDER, do Rio de Janeiro, é uma dessas bandas, e o Demo CD "When The Slaughter Begins" atesta minhas palavras.
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Inserindo doses generosas de death metal em seu som, a banda dá uma vida nova ao estilo, muitas vezes massacrado com clichês. Ora rápido, agressivo e ríspido, ora mais técnico e cadenciado, mas sempre pesado e inspirado, o som da banda é um verdadeiro deleite para os ouvidos dos fãs do estilo.
A produção visual é muito bem cuidada, bem como a produção sonora é limpa, mas sem deixar de ser crua o suficiente para thrash metal.
Abrindo, vem a faixa "March to Genocide", uma autêntica tijolada thrash à lá SLAYER, com o vocal de Felipe Lameira mostrando o lado death metal da banda, sejam nos momentos rápidos ou lentos da música, onde se observa que o baixista Ernani Henrique tem raízes no Metal Tradicional, já que há belos arranjos no melhor estilo de Steve Harris. "Striker", a segunda faixa, é igualmente rápida, mas com ótimas bases e solos de guitarra inspirados por parte de Renan Ribeiro, que mostra estar numa escola à lá Mike (DESTRUCTION)/Frank Blackfire (ex-SODOM, ex-KREATOR), e rouba a cena. A faixa seguinte, "Scars To God", já é não é tão rápida quanto as anteriores, mas tão boa quanto, onde o batera Vitor Arante mostra peso e técnica apurada, e não é difícil imaginar o refrão sendo cantado pelos fãs ao vivo, fora que o trabalho de guitarras, de tão bom, se dá o luxo do uso de guitarras limpas no trecho final dela.
A última faixa é "Extreme Level of Hate", onde mais uma vez o baixo de Ernani mostra arranjos bem ‘Maidenianos’, e Felipe alterna bem mais entre o timbre grave de sua voz aos gritos esganiçados, em uma clara referência à vocalistas como Mark ‘Barney’ Greenway e Lee Dorrian das antigas.
Para alguns, minhas palavras podem parecer exageradas, mas convido-os a ouvir a demo. Ela está disponível para download gratuito no myspace da banda, mas lembrando sempre: se gostou do Demo CD, por favor, compre-o com a banda, pois estará incentivando as bandas a continuarem na ativa.
Tracklist:
01. March to Genocide
02. Striker
03. Scars to God
04. Extreme Level of Hate 2010
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