Blind Guardian: ainda épico, fantasioso e cheio de coros
Resenha - At the Edge of Time - Blind Guardian
Por Ronan Dannenberg
Postado em 15 de agosto de 2010
Nota: 8 ![]()
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A fábrica de criatividades teve queda de produção? Talvez. Cercado de grandes expectativas, o novo álbum do Blind Guardian não trouxe todo aquele trabalho fabuloso visto nos últimos três álbuns de estúdio. Apesar de "At the Edge of Time" ser um ótimo disco, não apresenta aquela fantástica ousadia que fez com que o grupo alemão conseguisse fugir de rótulos e produzir composições que esbanjaram na técnica instrumental. Porém, se o nível caiu um pouco, os fãs não vão se decepcionar. O novo disco continua mostrando aquele Blind Guardian de sempre: épico, fantasioso e cheio de coros para lá de pegajosos.
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"At the Edge of Time" é o 10º álbum de estúdio da banda, que ainda tem dois ao vivos. Depois de "Nightfall In Middle Earth" (1998), o estupendo "A Night at the Opera" (2002) e "A Twist In The Myth" (2006), parece que o vocalista e líder Hansi Kürsch preferiu puxar o freio de mão. Mas só um pouco. Desta vez, a banda partiu ainda mais fundo em um tom mais progressivo, com músicas que em quase nada seguem uma linha reta e são cheias de ritmos ainda mais quebrados do que de costume.
De cara, o disco traz uma música longa. "Sacred Worlds" abre o álbum com seus 9min17seg. Ela compila tudo aquilo que se segue ao longo de "At the Edge of Time". O que foge um pouco disso é a música que mais lembra o Blind Guardian das antigas: a ótima "A Voice in the Dark", que também é o single que antecedeu o mais recente álbum. Destaques ainda para "Road of no Release", "Ride Into the Obsession" e "Control the Divine".
Se esse disco dá uma certeza, é de que o Blind Guardian foge cada vez mais das linhas do Metal Melódico do início da carreira ("Nightfall In Middle Earth" foi o último suspiro nesse sentido), mantém ainda um bom Power Metal e investe mais no Prog, entretanto sem se fechar a outros estilos e meios que possam se somar à sonoridade da banda. Prova disso está na inserção de orquestrações, que reapareceu com força, e nos arranjos mais suaves, com o grupo soando menos visceral em comparação com o "A Twist In The Myth". Além disso, Kürsch não se desfez do uso de flautas, pianos, de melancolias e temas sombrios bem dosados, além da velocidade distribuída quase que perfeitamente.
Enfim, não resta dúvidas de que é Blind Guardian.
http://www.blind-guardian.com
http://www.myspace.com/blindguardian
Formação:
Hansi Kürsch - vocais
André Olbrich - guitarra
Marcus Siepen - guitarra
Frederik Ehmke - bateria
Blind Guardian - At the Edge of Time
(2010 / Nuclear Blast)
01. Sacred Worlds
02. Tanelorn (Into the Void)
03. Road of No Release
04. Ride into Obsession
05. Curse My Name
06. Valkyries
07. Control the Divine
08. War of the Thrones
09. A Voice in the Dark
10. Wheel of Time
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