Crashdiet: após dez anos, precisando voltar aos trilhos
Resenha - Generation Wild - Crashdiet
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 09 de agosto de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Lançado em 2010, "Generation Wild" é o terceiro disco dos suecos do CRASHDIET, outra banda que revive o "sleaze rock" na Europa. Apesar de somente 10 anos de carreira e de estar em seu terceiro CD, a banda conta com seu terceiro vocalista, Simon Cruz, após o suicídio de Dave Lepard e da saída amistosa do finlandês H. Olliver Twisted, que substituía o finado.

Com tantas mudanças de vocalistas, é inevitável certo tempo para o reajuste, ainda mais quando há alteração no timbre, mesmo que leve. Simon Cruz parece ter a voz mais grave e menos rasgada que a de seus antecessores e talvez por isso tem uma performance insegura em algumas faixas, em que acaba se apegando demasiadamente aos coros - como na faixa título, que mesmo assim é muito boa - ao invés de soltar a voz. Outro erro foi liberar as duas últimas e boas músicas como bônus.
Em relação aos instrumentistas, as composições mantêm o padrão dos outros discos, com a falha de talvez não terem encaixado melhor a boa voz de Simon Cruz, como mencionado. Por outro lado, "Save Her" destoa claramente ao se desviar do hard rock do grupo e flertar com os estilos mais "emotivos" da atualidade. Em "Chemical" e "Bound To Fall" a banda é mais bem sucedida nessa tentativa de modernização.
Apesar disso, é na acelerada "Rebel" - puxada com as motos do MOTLEY CRUE - e em "Native Nature" - que tem o vocalista em seu auge, lembrando SEBASTIAN BACH - que os suecos mostram o caminho a ser seguido. A quase metaleira "Down With The Dust" e a pegajosa "Armageddon", além da bela e mais lenta "Beautiful Pain", são outros bons momentos do álbum.
"Generation Wild" não é um desastre na carreira da banda, mas também não é o melhor CD para aqueles que buscam conhecer o grupo. O CRASHDIET agora precisa amadurecer com seu novo vocalista e posicionar novamente o som da banda. Aos fãs, resta torcer para que Simon Cruz, ótimo vocalista, se fixe e se acomode na banda, para que a mesma possa continuar na crescente e até mesmo se tornar mais conhecida ainda na América do Sul. Afinal, potencial é o que não falta a esses suecos.
Integrantes:
Simon Cruz - vocais
Martin Sweet - guitarra
Eric Young - bateria
Peter London - baixo
Faixas:
1. 442
2. Armageddon
3. So Alive
4. Generation Wild
5. Rebel
6. Save Her
7. Down With the Dust
8. Native Nature
9. Chemical
10. Bound to Fall
11. Beautiful Pain
Bônus:
12. One of a Kind
13. Fear Control
Gravadora: Gain Records
Site oficial: crashdiet.org
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
O guitarrista que Angus Young considera o mais superestimado do rock
O motivo que enterrou os planos do Sonata Arctica para os 30 anos de carreira
As últimas músicas tocadas por 15 bandas de rock e metal que não fazem mais shows
Nicko McBrain revela que indicou Aquiles Priester para seu lugar no Iron Maiden
A opinião de Robert Plant sobre o rei Elvis Presley
O comportamento em comum de James Hetfield e Bruce Dickinson que irrita alguns fãs
Fotos de Infância: Marilyn Manson

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



