Dead Weather: o trabalho nunca termina para Jack White
Resenha - Sea of Cowards - Dead Weather
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 22 de julho de 2010
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Parece que o trabalho nunca termina para o grande Jack White (The White Stripes, The Raconteurs)... Cerca de 1 ano e meio após a formação de sua nova banda, The Dead Weather, e apenas 1 ano após o lançamento do seu álbum de estréia ("Horehound"), o grupo nos brinda com mais um disco, intitulado "Sea of Cowards" (2010).
O primeiro trabalho deste (super) grupo, que traz em sua liderança o já citado Jack White (vocal, bateria, guitarra), além da vocalista do The Kills, Alison Mosshart (vocal, guitarra), manteve aquela sonoridade "vintage" que sempre marcou o The White Stripes, mas dessa vez com uma dose maior de sujeira e experimentalismo. O segundo álbum indica o amadurecimento do grupo, através de... mais sujeira e mais experimentalismo!
Então você, caro leitor, pergunta: como é possível amadurecer através de um álbum mais cru e pesado? Simples: basta definir realmente o seu escopo, evitando as pequenas irregularidades e passagens arrastadas do seu primeiro álbum, e pronto! Soando como uma unidade que nunca parece repetitiva ou massante, as ótimas e "ásperas" faixas "Blue Blood Blues" e "Hustle And Cuss" já dão o tom do que está por vir...
E dá-lhe rock: "I Can't Hear You", "Gasoline", "No Horse" e "Jawbreaker" conseguem fazer o ouvinte levantar da cadeira, mesmo sendo faixas bastante cadenciadas, como manda a essência da banda... Por outro lado, "Looking At The Invisible Man" soa pouco inspirada, e acaba passando batida...
E os pontos mais experimentais e brilhantes do disco ficam por conta do ótimo single - e suicídio comercial - "Die By The Drop", e da inusitada "The Difference Between Us", um paradoxal rock sombrio com influências de new wave oitentista, o qual é emendado à espontânea "I'm Mad". Por fim, a mórbida "Old Mary" fecha muito bem o álbum.
Em seus 35 minutos, "Sea of Cowards" se mostra realmente um passo à frente na obra de uma banda que já sabe muito bem o que quer, e que ainda poderá nos brindar com trabalhos igualmente arrepiantes e recheados de atitude no futuro. Basta que o quarteto nunca esqueça da sua adorável essência...
Músicas:
1. Blue Blood Blues
2. Hustle And Cuss
3. The Difference Between Us
4. I'm Mad
5. Die By The Drop
6. I Can't Hear You
7. Gasoline
8. No Horse
9. Looking At The Invisible Man
10. Jawbreaker
11. Old Mary
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ghost se despede do Cardinal Copia/Papa Emeritus IV/Frater Imperator
Adrian Smith revela música do Iron Maiden que deve tocar no Bangers Open Air
5 bandas de metalcore se tornaram "rock de pai", segundo a Loudwire
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 80, segundo o Loudwire
O Big Four do heavy metal brasileiro, de acordo com Mateus Ribeiro
O cantor de Yngwie Malmsteen que ajudou Edu Falaschi: "Posso tentar alguns contratos?"
Filme com os últimos shows de John Lennon chega aos cinemas em abril
Os melhores discos de metal de cada ano dos anos 2000 - de Iron Maiden a Mastodon
O melhor solo de guitarra do Angra de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
O músico que Edu Falaschi lamenta que não estará com Angra no Bangers: "Seria simbólico"
As bandas que mais venderam discos no stand dentro do Rock in Rio 1985, segundo varejista
A música do Queen que Brian May diz ter sido "a mais bonita" que Freddie Mercury escreveu
A opinião de vocal do Depeche Mode sobre versão do Lacuna coil para "Enjoy the Silence"
Usando Pink Floyd como exemplo, Sammy Hagar diz não querer mais contato com Alex Van Halen
O estranho cover do Black Sabbath que Ozzy disse ser "a coisa mais assustadora" que ouviu
Manowar: o dia em que a banda arregou pro Twisted Sister
Guns N' Roses: Algumas curiosidades sobre o vocalista Axl Rose
O hit sobre amor que Lulu Santos mudou a letra duas vezes para torná-lo mais inclusivo

Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



