Epitaph: um resultado verdadeiramente satisfatório
Resenha - Getting Down to Business - Epitaph
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 12 de julho de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em dez anos de carreira, os gaúchos da EPITAPH lançaram duas demos, intituladas "Waiting Your Death" e "The Toll of the Bell". A banda, que consolidou o seu nome no sul do país com uma invejável sequência de shows, se concentrou para lançar, em 2010, o seu primeiro álbum. "Getting Down to Business" é uma produção independente, mas mostra muitíssimo bem como o grupo evoluiu ao longo do tempo.

Embora tenha sido gravado entre 2007 e 2008, "Getting Down to Business" demorou um pouco para chegar às mãos dos headbangers. A banda, que conta com a mesma formação desde o início da carreira – com Joe F. Louder (vocal), Marcelo Fernandez (guitarra), Alexandre Prokopiuk (baixo) e César Five Louis (bateria) – acrescida de Marlon Steindorf (guitarra), alcançou um bom nível no seu primeiro registro. A EPITAPH, bastante experiente no cenário underground, soube trabalhar com as limitações técnicas do estúdio para alcançar um resultado verdadeiramente satisfatório em "Getting Down to Business".
Com influências de nomes tradicionais como JUDAS PRIEST e SAXON, a sonoridade da EPITAPH possui ainda outras referências. De um lado, o instrumental é mais pesado quando comparado aos representantes da NWOBHM. De outro, o som da banda é recheado de tendências mais obscuras, como os primeiros álbuns do BLACK SABBATH. De qualquer forma, o grupo conseguiu encontrar um caminho próprio em "Getting Down to Business" – não de originalidade absoluta, diga-se de passagem – mas com características bastante próprias.
Entre as composições presentes no disco, estão novas versões para músicas que compõem as duas demos anteriores da banda. Claramente, a nova roupagem de "Waiting Your Death" e "Remote Control" – apenas para citar dois exemplos – trouxe qualidade para o resultado final do álbum. Em ambos os casos, o instrumental mais agressivo ganhou evidência e a voz suja de Joe F. Louder deu uma maior identidade à proposta da EPITAPH. Entretanto, "Getting Down to the Business" não se resume, simplesmente, a regravações. O disco traz uma série de novas composições igualmente interessantes.
"Night Rider" – composição que abre o álbum –, apesar de simples e direta, apresenta um interessante trabalho de guitarras, característica que se mostra como um diferencial positivo na proposta musical da EPITAPH. Com o mesmo formato, "Emergency Room" se destaca. Em composições em que o grupo capricha em um ambiente mais obscuro, como em "Red, White and Blue", o resultado é merecedor, igualmente, de elogios: a sonoridade do quinteto fica ainda mais pesada.
Em "Metal Wings", por outro lado, a EPITAPH investiu em um direcionamento mais cadenciado e melódico, obviamente que sem abrir mão dos riffs agressivos. Diferente das demais músicas que completam "Getting Down to Business", essa faixa comprova que os gaúchos estão em estágio avançado de amadurecimento para compor de maneira variada. De mesmo modo, "Death Bell" busca influências diferenciadas. A participação do vocalista Gustavo Demarchi (APOCALYPSE) manteve o peso característico de outras músicas, mas trouxe um pouco mais de melodia e agressividade ao estilo JUDAS PRIEST.
De uma maneira geral, o único porém no trabalho da EPITAPH é não ter conseguido o apoio de uma gravadora para o lançamento de "Getting Down to Business". O primeiro disco da banda, muito bem executado e com músicas de verdadeira qualidade, poderá ficar um pouco à margem de outros lançamentos pelo seu formato independente. Se você gosta de metal tradicional, pesado e sem frescuras – e está cansado de sempre ouvir as mesmas bandas – essa é uma ótima indicação que não deveria ser perdida.
Site oficial:
http://www.myspace.com/epitaphheavymetal
Track-list:
01. Night Rider
02. Wating Your Death
03. Emergency Room
04. Red, White and Blue
05. Happy End
06. Metal Wings
07. Wrong Choice
08. Death Bell
09. The Creature
10. Remote Control
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
A banda influenciada pelo Iron Maiden que Bruce Dickinson elegeu como sua favorita
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
Por que o Led Zeppelin nunca alcançou a popularidade dos Beatles, segundo John Paul Jones
Aos 78 anos, Tony Iommi (Black Sabbath) reconhece não ter mais condições de realizar turnês
Nigel Durham, ex-baterista do Saxon, morre aos 61 anos
Tony Iommi segue com planos de remixar "Born Again", do Black Sabbath
"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
A música dos Ramones que provavelmente seria "cancelada" nos dias atuais
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
A última grande música de rock antes de o McDonald's perder as cores, segundo Rick Beato
A notícia traumática sobre o Metallica que Cliff Burton deu a Scott Ian do Anthrax
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"
A melhor música feita por David Bowie, mas que foi um fracasso nas paradas
"Accident of Birth", de Bruce Dickinson, é lançado em versão remixada
Mauricio de Sousa, o criador da Turma da Mônica, odeia o Guns N' Roses?
Classic Rock: revista elege 100 melhores músicas de rock
Como funcionavam as seções de composição dentro do RPM, segundo Fernando Deluqui

Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



