Joe Lynn Turner: na corda bamba que divide o hard do heavy
Resenha - Second Hand Life - Joe Lynn Turner
Por Rafael Correa
Postado em 02 de junho de 2010
É difícil retratar com palavras o desenvolvimento da carreira de JOE LYNN TURNER, talvez pelo extenso trabalho desenvolvido pelo cantor em mais de 30 anos de estrada, ou ainda, pela qualidade deste mesmo material que, apesar de diversos nomes (RAINBOW, PURPLE, MALMSTEEN, HUGH/TUNER PROJECT, etc), atestam a grande capacidade de Turner quando o assunto é hard rock. Com "Second Hand Life", álbum originalmente lançado em 2007, percebemos mais uma vez a qualidade do artista: JLT anda na corda bamba que divide o "hard" do "heavy" sem nunca cair, aproveitando o que os dois estilos tem de melhor e sem fugir das raízes que fizeram dele um dos maiores vocalistas de hard rock da história.
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O disco, em si, apresenta inicialmente a proposta usual de Turner mas, desde então, o ouvinte já percebe que o som tende a ser gradativamente mais pesado. É o que percebemos ao ouvir "Your Love is Life", faixa que abre o disco de ótima maneira. "Got Me Where You Want" aposta na mesma receita para criar momentos interessantes ao ouvinte, dando a certeza de que o álbum, além de ser permeado por boas canções, é igualmente muito bem produzido, tarefa que coube a Bob Hold e ao próprio Turner.

"In Your Eyes" acalma lentamente a atmosfera para introduzir uma singular e limpa construção das seis cordas, que adubam o terreno para que Turner possa preencher o espaço com sua voz: assim, gradativamente a canção vai ganhando corpo e volume, até o momento em que adquire as vibrantes cores presentes nas demais faixas do disco. Novamente, provavelmente com a experiência herdada com três discos do RAINBOW na bagagem, JOE LYNN TURNER altera o compasso para desenhar uma nova atmosfera: com "Blood Red Sky", Turner explora ao máximo a possibilidade de combinar o feeling do hard rock com a técnica e produção apuradas geralmente percebidas em grandes trabalhos de heavy metal.
"Blood Red Sky" foi composta durante a passagem de Turner pela Turquia, local que impressionou-o o suficiente para dedicar grande parte de sua criatividade e moldar a face inicial da canção. A faixa (tão épica quanto "Eyes of Fire" do Rainbow) ainda brinda o ouvinte com uma performance extasiante de Karl Cochran, que tirou sons inacreditáveis de suas seis cordas, que inicialmente abrem-se em uma incontestável limpidez que serve de norte condutor do desenvolvimento da canção até sua explosão. Não é por menos que "Blood Red Sky" se faz presente em todos os shows de Turner e serve de nome à turnê do vocalista neste ano.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Outro ponto alto do disco é "Stroke of Midnight", versão de "One Man's Meat" do disco "The Battle Rages On" do DEEP PURPLE. Originalmente, esta canção foi concebida por Turner e Blackmore, à época de "Slaves and Masters", disco do PURPLE que conta com Turner nos vocais e, como ela ficou de fora deste registro, Blackmore achou por bem incluí-la no álbum seguinte, sob a égide da voz de Ian Gillan e em um formato diverso daquele originalmente composto. Quando chegou o momento de finalizar "Second Hand Life", Turner questionou Blackmore sobre a possibilidade de regravá-la em seu formato de composição original, da qual havia participado do processo criativo. Com a anuência de Blackmore, "Stroke of Midnight" foi devidamente incluída e tornou-se um dos melhores momentos deste registro de estúdio de JOE LYNN TURNER. Mais adiante, "Cruel" e "Two Lights" mostram-se como fortes candidatos ao título de melhores faixas da parte final do disco.

Em balanço final, "Second Hand Life" é um importante momento da carreira de Turner, que indica como seriam os trabalhos seguintes do vocalista, muitos ainda por vir. Devidadmente sustentado pelos pilares mais densos do hard rock e do peso advindo do metal, o álbum também cativa o ouvinte pela sua produção, cuja qualidade é suficiente para fazer cessar os reclames dos mais pessimistas, fazendo-se merecedor, portanto, de nota 8. De certa maneira, "Second Hand Life" é um inconsciente compêndio da carreira de Joe Lynn Turner, compêndio este que deve ser ouvido até o seu segundo final.
Set list:
1. Your Love is Life
2. Got Me Where You Want Me
3. Second Hand Life
4. In Your Eyes
5. Blood Red Sky
6. Stroke of Midnight
7. Off the Hook
8. Over the Top
9. Cruel
10. Sweet Obsession
11. Love is in Our Side
12. Two Lights

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