Sub Rosa: álbum que se revela poeticamente conceitual

Resenha - Gigsaw - Sub Rosa

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Por Ben Ami Scopinho
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Este Brasil é imenso e repleto de bandas incríveis que estão aí, somente esperando a oportunidade de serem descobertas. Assim é a vida... O Sub Rosa tomou forma na cidade de Betim (MG) lá pelo finalzinho de 2006, aonde muitos músicos chegaram e se foram, mas a dedicação de alguns integrantes se mostrou mais forte e aí está sua estréia em disco, cujo nível, aliás, se aproxima do conceito da Arte propriamente dita. Sem exageros.

"The Gigsaw" – trocadilho bem sacado entre as palavras inglesas Jigsaw (quebra-cabeças) e Gig (evento musical) – é o nome de batismo do álbum, que se revela poeticamente conceitual, diga-se. São 14 faixas que narram a existência do indivíduo pelo rico ciclo que é a Vida e as subsequentes marcas que ficarão quando ele se for. O estilo musical que teve a honra para extravasar tais idéias e pureza de sentimentos? Não poderia ser mais bem escolhido: o Rock Progressivo.

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E que fique claro que esta é uma verdadeira jornada que abraça o passado, por vezes com longas incursões instrumentais que resgatam muito do que foi feito pelos mestres do estilo. Pink Floyd, Genesis, Yes, Marillion, O Terço e Casa das Máquinas são algumas referências que surgem ao longo da audição, mas o Sub Rosa sabe como mesclar tantas influências e sempre procura acrescentar sua própria e peculiar torção aos bonitos arranjos.

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Como todo trabalho deste tipo, "The Gigsaw" possui uma narrativa que faz com que uma música complemente a outra, tornando-se uma peça indivisível, mas também permite que cada faixa possua sua individualidade e funcione fora do conceito do disco. E, importante, não é necessário eruditismo para ser compreendido. Sua música se mantém simples e agradável, como "Enslavement Of Beauty" ou ambas as partes de "The Last Ride", ou..., ou... Oras, há tanta coisa boa por aqui!

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E todo esse esmero também se estende ao projeto gráfico, repleto de painéis com toda uma simbologia que acaba se tornando uma extensão da música em si. A sonoridade está inundada com arranjos que são, indiscutivelmente, retrôs. Mas é de uma magia que não possuem muitas bandas, e esse inebriante carisma que pode levar a algo incrível tem tudo para alcançar um público bastante amplo.

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Finalizando, aqui faço minhas as palavras do próprio Sub Rosa: '... Aceita o convite para entrar nesta viagem...?' – acesse o site desse pessoal, está tudo lá, canções, arte gráfica, letras e suas respectivas traduções!

Contato:
http://www.subrosa.com.br
http://www.myspace.com/bandasubrosa

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Formação:
Glaydston Friederich - voz
Márcia Cristina - voz
Al Duarte - sintetizadores, teclados e voz
Thiago Barrez - guitarra e voz
Reinaldo Penido - baixo e voz
Vagner Pereira - sax, percussão e voz
Bárbara Laranjeira - bateria e percussão

Sub Rosa - The Gigsaw
(2009 / Apoiado pela Lei Noemi Gontijo de Fomento à Cultura - nacional)

01. Symptoms Of Life
02. Igneous Vortex Dancer
03. Ensalvement Of Beauty
04. Equinox
05. Amok
06. Your Eyes
07. The Order
08. Zeitgeist
09. Widow´s Daughter
10. The Mirror
11. The Last Ride - Part 1
12. The Last Ride - Part 2
13. Fatality Show
14. Symptoms Of Life
15. Canon In D (Live Bonus)

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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