Megadeth: "Endgame" não é um novo "Rust in Peace", mas...
Resenha - Endgame - Megadeth
Por Breno Airan
Postado em 15 de outubro de 2009
Começaremos a resenha fazendo breve uma pergunta: O que é isso, meu irmão?! Dave Mustaine tá de brincadeira! Definitivamente. Depois do Sonic Boom do Kiss, este era o CD mais esperado pelos roqueiros de vergonha. Simplesmente excepcional. Não há adjetivos cabíveis pra pôr aqui no teclado do computador. Penso, penso e nada. Nada.
A priori, o novo trabalho do Megadeth pode parecer meio enfadonho. É justamente isso que torna um álbum aprazível: a certeza de que você precisa escutar novamente. Só pra conferir... Quando você põe na intro, Dialectic Chaos (que belo nome, não?), vê que este é um Megadeth renovado. A perspectiva da banda mudou. Quem acompanha a banda sabe. Começou Thrash, flertou com o Heavy e voltou ao introito. Um Thrash complexo e bem empolgante pra nenhum fã do NX Zero botar defeito.
Muitos trabalhos foram lançados: André Matos, Hangar, Kiss, Lynyrd Skynyrd, Europe, Danger Danger, Chickenfoot, Machines of Grace (nova banda de Zak Stevens, ex-Savatage). Todos (ou quase) estes estarão no "top 10 do ano" de muitos leitores da Whiplash. E sem dúvidas, sem medo de arriscar, o Endgame estará entre os três primeiros. Destaque pras seguintes músicas: 44 Minutes, Endgame, Headcrusher e How the Store Ends. E só. Não quer dizer que as outras não sejam audíveis, afinal, estamos falando de Mustaine e Cia.
Esse CD é como um soco na barriga de um boxeador aposentado: é rude, mas tem um quê de dulçor. Pros fãs do Megadeth que acreditaram no que diziam acerca desse novo trabalho (Ah, vai ser um novo Rust in Peace!), eu mando o meu "sinto muito, pequeno gafanhoto!". Não dá pra comparar os tempos de ouro de qualquer banda com os tempos em que estamos. O rock mudou. Temos que encarar. E continuar nos riffs puramente oitetistas é inútil e burrice. Dave Mustaine procurou o viés dos CDs anteriores e foi feliz. Ah, e eu também estou feliz!
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