Kamala: Thrash metal que soa insanamente moderno
Resenha - Kamala - Kamala
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 18 de abril de 2009
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
De Campinas (SP) a Kamala vem fazer sua estréia em disco. E que estréia! Formado em 2003 e tendo tocado ao lado de nomes como Torture Squad, Claustrofobia e o equatoriano Total Death durante a divulgação de sua única demo "Corrosive" (05), o grupo vem sendo muito bem recebido devido à sua atuação sobre os palcos, tanto que recebeu o apoio da Overload Records para liberar seu debut auto-intitulado.
A raiz de "Kamala" é, sem dúvida, o Thrash Metal, mas seus músicos expandem em muito o alcance de seus arranjos de modo que tudo soe insanamente moderno. É um Heavy Metal daqueles bem torcidos e com vários efeitos que naturalmente remetem ao lado mais alternativo do rock pesado, mas tudo está tão bem inserido em meio à técnica que envolve suas estruturas – as guitarras estão matadoras! – que conseguem fugir dos rótulos que criaram por aí.
Importante mencionar o trabalho de Ricardo Piccoli (Venin Noir, Dead Nature e Scars Souls), que explorou muito bem o potencial da sonoridade da Kamala ao produzir, mixar e masterizar o disco. As 14 faixas – incluem-se aí as cinco canções da citada demo "Corrosive" devidamente reformuladas – resultam em uma audição que esbanja vigor, criatividade e muitas passagens praticamente hipnóticas. Um grande lance aqui é o fato de algumas músicas estarem ‘emendadas’ diretamente à sua sucessora, o que aumenta ainda mais o clima atormentador do repertório.
Um álbum tenso e com uma assimilação tão equilibrada das mais diversas influências que a Kamala poderá exercer boa impressão sobre aqueles que curtem Nevermore, Machine Head e até mesmo Ministry ou Slipknot. Daí já se pode perceber o leque de opções proposto pela banda... São músicos jovens e promissores, com ótimas idéias que, mesmo respeitando o que foi feito pelos grandes mestres no passado, tem como linha de ação olhar para o futuro. É algo que provavelmente desagradará o público mais radical, mas e daí?
Formação:
Raphael Olmos - voz e guitarra
Ralph Migotto - guitarra
Adriano Martins - baixo
Nícolas Andrade - bateria
Contato:
http://www.kamala1.net
http://www.myspace.com/kmlthrash
Kamala - Kamala
(2008 / Overload Records – nacional)
01. Intro
02. Genocide
03. Brainwash
04. Tired
05. Angel
06. System Army
07. What Doesn´t Kill
08. Endless
09. Take Away
10. Shame
11. Pride
12. Sweeping
13. Corrosive
14. Better Gun
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
Sepultura anuncia título do último EP da carreira
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
O conselho que Rodolfo recebeu de vocalista de histórica banda de hard rock brasileira
Dave Mustaine afirma que Marty Friedman é incrivelmente talentoso, mas muito misterioso
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A melhor música de cada disco do Megadeth, de acordo com o Loudwire
Luis Mariutti anuncia seu próprio podcast e Rafael Bittencourt é o primeiro convidado
A música que Bob Dylan não lembra de ter escrito; "Foi como se um fantasma tivesse feito"
Ave, Satan!: As dez melhores músicas sobre o Inferno
O motivo pelo qual Slash não quer saber de filme sobre o Guns N' Roses



O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



