Mithrubick: mescla totalmente pútrida e muito agradável
Resenha - 5 More Songs In The Name Of Hate - Mithrubick
Por Glauco Silva
Postado em 15 de abril de 2009
Já caminhando pra 12 anos trilhando o caminho do barulho, e com a mesma formação - pô, isso é raridade! -, o trabalho do Mithrubick já me agradou logo de cara pela concepção gráfica, sua simplicidade absoluta vai direto ao espírito da coisa: logo bacana e nome que foge de chavões, só duas cores, uma mão ensangüentada e um título que não deixa dúvida quanto à natureza de seu som.

Os irmãos Ed (G/V) e Fernando Simor (D) mais Douglas Mörshbacker (B) começaram no Thrash, daí passaram pro Death e desembocaram num Grindcore com passagens dos estilos supracitados, resultando numa mescla totalmente pútrida e muito agradável ao ouvinte. Os 4 sons dessa demo de 2007 são 100% diretos, sem tempo nenhum pra conversinha… me lembrou algo do grande Offal paranaense, com um cheirão do Carcass inicial e mesmo algo do bom e velho Extreme Noise Terror.
Tiveram ainda o cuidado de incluírem um encarte - impresso de modo profissional, incluindo o espelho do CD - com as letras (atenção pras escorregadas graves no inglês) e suas respectivas traduções, ficha técnica e agradecimentos. A qualidade de gravação não é exatamente um primor, mas se encaixa muito bem na atmosfera tosca que bem criam… só não sei dizer até que ponto isso foi proposital. Só tem um detalhe que quaaase põe tudo a perder: o timbre de guitarra escolhido, que nos fones chega mesmo a incomodar. Não fosse isso, seria um trampo excelente mesmo!
A DT fecha com um cover correto de uma das bandas que mais adoro: o seminal e ainda imbatível Terrorizer, numa versão que até alterou um pouco o andamento final da "Fear Of Napalm". Em sua ousadia, deram uma boa personalizada sem desfigurar esse clássico absoluto do death/grind. Em suma, o Mithrubick é muito bom e prende a atenção do ouvinte, mas devem prestar atenção a alguns pequenos - mas importantes - detalhes que podem manchar o trabalho. Banda de personalidade, boas idéias e com talento de sobra pra crescer…
Faixas:
1) Cycle Of Demise [3:45]
2) Systematic Slavery [2:03]
3) Lamentable [2:17]
4) Letter Bomb [3:05]
5) Fear Of Napalm [2:58]
Sites:
http://www.mithrubick.com
http://www.myspace.com/mithrubick
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
O produtor que Rick Rubin chamou de maior de todos; "Nem gostava de rock'n'roll"
A banda portuguesa com o melhor álbum de 2026 até agora, segundo Milton Mendonça
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Anos após ser atacada por morcego, vocalista do The Pretty Reckless é picada por aranha
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
Pink Floyd anuncia a coletânea "8-Tracks", que inclui versão estendida de "Pigs On The Wing"
As 11 melhores músicas lançadas em 1973, de acordo com a Classic Rock
As 11 bandas de metal progressivo cujo segundo álbum é o melhor, segundo a Loudwire
O que Dave Mustaine mais sente falta de sua época no Metallica
Roland Grapow traz ao Brasil show celebrando 30 anos de clássico do Helloween
A opinião de Renato Russo sobre o sucesso dos Mamonas Assassinas
A inesperada opinião de Bell Marques (ex-Chiclete com Banana) sobre o rock progressivo
Debandados: saíram de uma banda e formaram outras de igual pra melhor

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



