Feijão com Arroz: sem receio de soar como Pop Punk
Resenha - Diário de Bordo - Feijão com Arroz
Por Giorgio Moraes
Postado em 11 de março de 2009
Depois de ouvir "Diário de bordo", 3º trabalho oficial do grupo paulistano Feijão com arroz, passei a pensar o que seria - afinal - esse tal de Emocore e qual a razão de tantos detestarem esse estilo. Depois de ouvir e comparar, cheguei à conclusão que o Emo é tão somente um rótulo criado pela mídia especializada com o intuito de padronizar as bandas que misturam Punk Rock, vocais melódicos e letras que giram em torno de relações sentimentais e outros assuntos que fazem parte do conturbado cotidiano juvenil. Mas ai vem a pergunta: o Raimundos fez isso à exaustão no CD "Só no forevis", não é? Ou alguém vai dizer que "Mulher De Fases" e "A Mais Pedida" não se encaixam no conceito de Emocore? Então, por qual razão o ódio alimentado atualmente pelo estilo não era visto à época? Creio eu que pelo simples fato de que hoje temos o rótulo - e um visual ligado a ele. Porque a sonoridade já existia. Estranho pensar que alguém não curta uma banda tão somente pelo fato dela estar encaixada em um determinado estilo. Mas isso é apenas uma tese minha, e eu posso estar totalmente errado.

O fato é que o Feijão com arroz parece não ter medo de ser visto como uma banda Emo. Ou, pra usar um termo técnico, eles não têm receio de soar como um grupo de 'Pop Punk'. Isso é nítido desde a faixa-título, onde Guga canta: "... Não foi você nem eu que escolheu assim, essa história sem final feliz...". De maneira geral, o som que eu ouvi ao longo de "Diário de bordo" é muito próximo do que o Blink 182 já fazia nos anos 90. Mas, justiça seja feita, a banda se esmera pra não ser mera cópia de suas referências musicais. E consegue! A base rifada na guitarra de Gab Scatolin em "Melhor Que Eu" soa empolgante demais (num show ao vivo, então...); a sonoridade 'jumpdafuckup' de "Sobre Os Dias", 5ª faixa do CD, não deixa a peteca cair e encerra de forma competente a parte elétrica de "Diário de bordo". A partir daí, a banda abre espaço para harmonias acústicas, que acompanharão as 5 faixas restantes (com excessão da faixa-bônus).
E nessa parte 'desplugada' sobra espaço para as declarações de amor em "Eu Não Vou Deixar Você", e também para a típica crueldade masculina de "Eu Contra Você": "No fim, antes de dizer adeus, vou sentar e esperar você sofrer". "Lembranças De Longe" fecha os trabalhos com sua melodia cadenciada, feita pra se ouvir a dois. Como bônus, aparece "Joe Camarada" - com sua letra sobre amizade e respeito.
Destaco também a competente masterização de Alan Douches (Sepultura, Symphony X e Bad Brains), que empresta a "Diário de bordo" uma sonoridade vibrante do começo ao fim.
O Ministério da Saúde Musical adverte: ouça sem preconceito.
Conheça mais:
http://www.feijaocomarrozrock.com/
http://www.myspace.com/feijaocomarrozonline
http://www.fotolog.com/feijao_arroz
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela sua maior influência como guitarrista de metal: "É o mestre dos riffs"
Shows que vão agitar São Paulo no segundo semestre de 2026.
Pearl Jam sobe ao palco pela primeira vez com Abe Laboriel Jr. na bateria
A reação de Dirk Verbeuren ao anúncio do fim do Megadeth
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O grande clássico do Metallica em que Kirk Hammett não tocou uma única nota
A única banda de metal que nem o Metallica conseguiu superar, conforme Regis Tadeu
Turnê de despedida do Megadeth ainda não começou, segundo Dirk Verbeuren
De Black Sabbath a Elis Regina, os 10 discos que mudaram a vida de Kiko Loureiro
Com ex-membros do Primal Fear e Gamma Ray, Fearless V anuncia primeiro álbum
A superbanda com integrante dos Rolling Stones que Jimmy Page nunca esqueceu
A canção polêmica que o Guns N' Roses tocou só duas vezes e abandonou; "Ninguém entendeu"
O que significa o termo "Big Four do thrash metal"?
A canção dos anos sessenta que fez Iggy Pop se livrar do blues e virar um "monstro"
Como John Petrucci tenta manter a rotina de treinos durante as turnês do Dream Theater
O subgênero do rock que Freddie Mercury desprezava: "Montanha de besteira"
A música dos Rolling Stones que Mick Jagger tem vergonha, mas ainda canta
Quando Renato Russo percebeu que passou dos limites e que estava com inveja daquela banda

Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme



