Relespública: não poderiam fazer diferente do esperado
Resenha - Efeito Moral - Relespública
Por Anderson Nascimento
Fonte: Galeria Musical
Postado em 05 de fevereiro de 2009
Em seu quinto disco, a banda Curitibana Relespública consegue passar a limpo as experiências acumuladas ao longo de uma carreira de vinte anos, bastante tempo para jovens na faixa dos trinta em poucos anos. Ao longo de todo esse tempo, o trio, que também já foi quinteto, tem uma história que renderia um livro.


Desde a sua formação, ainda garotos, geraram vídeos pessoais, gravaram músicas próprias, lançaram um compacto ainda em vinil, acumularam shows e ainda passaram pela triste perda de um integrante, Daniel Fagundes, em um acidente. O núcleo formado por Fábio Elias, Emanuel Moon e Ricardo Bastos vem resistindo a tudo isso e, o que é melhor, fazendo shows antológicos e gravando discos de alta qualidade.
Em "Efeito Moral", eles não poderiam fazer diferente do que os fãs já esperavam. A pegada Rock´n´Roll está presente em um disco de quatorze faixas e canções repletas de mensagens "cabeça".
Se no disco de estúdio anterior a temática principal era o jovem em um domingo solitário, a temática principal deste disco está no meio-ambiente e as questões de sobrevivência no planeta Terra.

Além da temática principal, outras mensagens são passadas através das canções. Temas como drogas ("Nós Estamos Aqui", que abre o disco), amizade acima de tudo ("O Planador"), são exemplos.
Sobre a temática ambiental podemos citar "Tudo o que eu preciso", primeiro single do disco e que tem a participação de Samuel Rosa do Skank e cita a importância da água, "Homem Bomba" uma canção extremamente roqueira, onde a camada de ozônio é lembrada e "Tema pela terra", que possui uma batida que lembra Bob Dylan (ou George Harrison) em "It Not for You", onde chegamos quase a cantar a música após o riff principal. O tema meio-ambiente é tão recorrente no álbum que em certo momento chega a cansar.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Mas é nas músicas mais calcadas em Jovem Guarda e anos setenta que a Reles se sai melhor. Em "Dê uma chance pro amor", a banda descarrega um Rock tipicamente setentista com tempero oitentista e a transforma em umas das melhores músicas do álbum. "Catavento" é outro exemplo disso, a batida e o instrumental dão toda a sensação de estar ouvindo uma música antiga. "Se Tenho Você" talvez seja a mais jovem guarda de todas nesse álbum, uma melodia gostosa demais que engrossa o poderio do álbum.
"S.O.S" é outra canção que lembra Dylan, um grande momento do álbum, e possui letra que brinca com as palavras, revelando a maturidade no processo de composição das canções.
No Rockão "Não Seja Otário, Não!", a Reles inaugura um novo formato de canção, com um protesto pungente e um riff envolvente. Chega a lembrar "Todos estão surdos" de Roberto Carlos. Fábio transmite a mensagem falando a letra, sempre apoiado por um instrumental nota dez.

"Lady Baby" que "encerra" o álbum fala sobre não mudar o jeito Rock´n´Roll. Esse é o momento mais Rock do disco, com direito a final falso e uma jamzinha que bem que poderia ter sido mais estendida no final.
A partir de "Garota Só", um misto com letra de anos sessenta com a sujeira do início dos anos noventa, começa uma seção do disco que eles chamaram de "Bônus", talvez por estas três músicas fugirem um pouco ao estilo da obra.
"Lara Bee" é bizarra! Com seus mais de sete minutos, pela primeira vez na carreira da banda os mesmos fazem uma faixa que lembra as mini-óperas do The Who, ídolo e influência explícita da banda, contando uma historinha meio louca regada pelo mais puro Rock vintage.

"Olha que absurdo!" encerra de verdade o disco, uma música grandiosa, cheia de nuances que levam a faixa a uma atmosfera brega, com uma letra que remete à fossa do início dos anos cinqüenta. A música ainda conta com a participação da cantora Sandra Piola, da banda Anacrônica.
Em termos gerais, a Reles entrega-nos novamente um bom disco, porém ligeiramente inferior aos lançamentos anteriores onde assuntos mais jovens eram temas recorrentes sem, no entanto, soar repetitivo.
Apontando para a tendência atual, a banda lançou o novo disco primeiro em seu site para audição gratuita, somente lançando a versão para as lojas tempos depois. Além disso, ainda soltou um Pack em Pen Drive com fotos, vídeos, letras cifradas e o álbum "MTV Apresenta Relespública" na íntegra.

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