Resenha - Complexity - Vitrea

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Giorgio Moraes
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


E eis que me deparo com mais uma banda nacional. A bola da vez são os caras da Vítrea, banda independente formada em fins de 2003 na cena de Curitiba e que chega ao seu 2º CD, "Complexity", álbum que nasceu pelas mãos do baterista, Fábio Lavalle, em 2008. Ele gravou, mixou e masterizou a criança. Uma agência local de turismo entrou com a grana e possibilitou que o CD fosse prensado no Pólo Industrial de Manaus.
5000 acessosPlágio ou coincidência: trechos semelhantes no rock/metal5000 acessosPra convencer: dez álbuns de metal para quem não gosta de metal

"Complexity" surge marcado e alinhavado pela relevante e atualíssima preocupação com a destruição do meio-ambiente. Esse conceito vem expresso tanto na parte gráfica — a capa do CD mostra uma folha amarelando, com uma paisagem urbana em segundo plano — quanto no que concerne às letras (a faixa-título fala do respeito que o homem deveria ter pelo seu lar, a Terra). Há ainda a faixa 7 — cujo nome é "Amazônia". Nela, a banda chama de "filhos da impunidade" aqueles que promovem o desmatamento na região, sob os olhares complacentes de nossos governantes. Não bastasse tudo isso, o material usado na fabricação do CD é todo reciclável. Eis o que eu chamo de postura ecológica!

Em termos de produção, no entanto, pude notar certo descuido por parte da Vítrea. Entre as faixas finais há cortes bruscos, muito típicos de desacertos e desencontros na produção e pós-produção. Isso não pega bem para quem pretende entrar com seriedade no mercado musical. Um pouco mais de cuidado, portanto, será bem vindo em trabalhos futuros.

Quando a banda entra em ação faz-se necessária nova ressalva, dessa vez quanto à limitação do vocal de Roberto Valle - especialmente nos momentos em que ele incorpora ares de vocalista de Metal, estilo sobre o qual — ao meu ver — a Vítrea se apóia (apesar de constar em seu site oficial que eles promovam uma fusão de estilos para moldar o som da banda). O fato é que o esforço feito por Valle para alcançar as notas mais altas é tão nítido quanto o Pão de Açúcar em um dia de verão. Isso causa perda de naturalidade, fazendo com que praticamente tudo soe como um grande "fake profile". Roberto Valle só não compromete de forma irremediável o trabalho da Vítrea devido ao empenho da banda em explorar de forma competente as boas melodias criadas pelo guitarrista Marcos Mayer, responsável por todas as músicas do CD. O baixo de Djalma Shimada também merece destaque, pois "fala alto" desde a abertura dos trabalhos e permanece navegando com tranquilidade ao longo dos 43 minutos de "Complexity". A bateria de Fábio Lavalle soa correta, apenas.

Como destaques, eu elegeria a bela "Like a Storm"; "Brand New Heart"; "Just Another Day" e a instrumental "Synchronous Rotation". O CD encerra com uma versão acústica de "Like a Storm" — executada de forma bem apropriada ao alcance natural da voz de Valle.

Creio que uma nota 7 está de bom tamanho.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Vitrea"

Coincidência?Coincidência?
Riffs e trechos de músicas semelhantes no rock/metal

Pra convencerPra convencer
Dez álbuns de metal para quem não gosta de metal

Iron MaidenIron Maiden
Veja Bruce abandonando o palco em 1999

5000 acessosMetallica: noiva toca "Master..." na bateria no casamento5000 acessosHeavy Metal: os maiores álbuns da história para os gregos5000 acessosOs diários secretos de Roger Waters5000 acessosFoo Fighters: tentaram cover de Yes mas era difícil, tocaram Rush5000 acessosPower Metal: As bandas mais populares segundo o Facebook5000 acessosSlipknot: Vivendo a Vida Loca com Rick Martin

Sobre Giorgio Moraes

Giorgio Moraes, 33 anos, é formado em Letras. Natural do Rio de Janeiro, ele reside a 20 anos em São Luis do Maranhão. Tem em seu currículo shows como Raimundos, Detonautas, Skank, e a histórica apresentação dos Stones em Copacabana, no ano de 2006. Escritor, atualmente divulga seu 1º Ebook de poesia.

Mais informações sobre Giorgio Moraes

Mais matérias de Giorgio Moraes no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online