Saxon: não é que conseguiram um álbum à altura do anterior?
Resenha - Into The Labyrinth - Saxon
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 22 de janeiro de 2009
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em qualquer estilo, são poucas as bandas que mantém quase o mesmo ritmo de trabalho em termos de álbuns de estúdio, e por muitos anos. E quando estamos falando de bandas de metal (seja de que vertente for), um estilo ainda pouco levado a sério por muita gente, os casos de bandas bastante ativas se tornam ainda mais interessantes. Mas, de que banda veterana estamos falando aqui mesmo? Estamos falando do Saxon, que abriu o ano de 2009 com o seu décimo oitavo álbum: "Into the Labyrinth".
Normalmente, as bandas veteranas de rock seguem aquela cartilha de "amadurecimento", apostando em um som cada vez mais "adulto" e suave (o que leva muitos fãs a pensarem erroneamente que a banda "se vendeu", quando na verdade os integrantes ficaram apenas mais velhos e "caretas"). Mas, isso definitivamente ainda não aconteceu com o Saxon! A velocidade pode ter diminuído um pouco, mas a banda compensa isso com guitarras até mais pesadas do que as dos seus álbuns mais clássicos!
A abertura, com a "grandiosa" e bastante melódica "Battalions of Steel", indica um possível tom épico neste novo trabalho. Mas, para a alegria dos fãs daquele Saxon mais "rock 'n' roll", a banda entrega petardos de hard rock e metal à la "New Wave Of British Heavy Metal", como a deliciosamente grudenta "Live To Rock" (que traz influências claras de AC/DC), a ótima "Slow Lane Blues", e a envolvente "Come Rock Of Ages" (no maior estilo "mamãe, quero ser um hino para shows em grandes estádios"). E para quem curte algo mais próximo do "speed metal", as ótimas "Demon Sweeny Todd" e "Hellcat" conseguem levar o ouvinte a sair "batendo cabeça" por aí...
Duas faixas específicas merecem uma atenção especial: "Crime of Passion" e "Protect Yourselves". São músicas não muito aceleradas, mas bastante cruas e pesadas. O Saxon soube usar tais ingredientes de uma forma que certamente irá agradar até mesmo os apreciadores de estilos como stoner rock e sludge metal.
Por outro lado, temos a balada "Voice", que chega a ser razoável, mas não é muito envolvente. A épica e melosa "Valley Of The Kings" possui suas qualidades e pode trazer novos fãs para a banda, mas também poderá causar repulsa em fãs da sonoridade mais básica e "old school" do Saxon. Por fim, temos uma faixa que funciona como uma bonus track: a versão acústica e "blueseira" de "Coming Home" (faixa lançada originalmente no álbum "Killing Ground"), que consegue trazer um agradável clima de descompromisso para o encerramento de "Into the Labyrinth".
O Saxon teria que suar muito para conseguir lançar um álbum à altura do seu anterior (o ótimo "The Inner Sanctum", de 2007). E não é que eles conseguiram? Em "Into the Labyrinth", temos as típicas letras que alternam entre temáticas "históricas" e "odes ao rock 'n' roll", além das competentes performances do vocalista Biff Byford, e de toda a sua trupe. Para quem procura uma banda de heavy metal "das antigas", que ainda consiga lançar álbuns de estúdio com bastante peso, energia e qualidade musical, o Saxon continua na área, e "vivendo pelo rock"!
Músicas:
1. Battalions of Steel
2. Live to Rock
3. Demon Sweeney Todd
4. The Letter
5. Valley of the Kings
6. Slow Lane Blues
7. Crime of Passion
8. Premonition in D Minor
9. Voice
10. Protect Yourselves
11. Hellcat
12. Come Rock of Ages (The Circle is Complete)
13. Coming Home" (Bottleneck Version)
Outras resenhas de Into The Labyrinth - Saxon
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Os três guitarristas brasileiros que John Petrucci do Dream Theater gosta bastante
Slash promete que novo álbum do Guns N' Roses só terá material inédito
Dave Mustaine revela que última conversa com James Hetfield terminou mal
Grammy 2026 terá homenagem musical a Ozzy Osbourne; conheça os indicados de rock e metal
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Dream Theater faz o seu primeiro show em 2026; confira setlist
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
Saxon finaliza novo álbum e Biff Byford fala sobre luta contra o câncer
O hit do Angra cujo título é confundido por falantes de inglês com couve de Bruxelas
A lenda do metal que é arrogante, mala e antiprofissional, segundo Regis Tadeu
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil



Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


