Revolution Renaissance: nome óbvio e álbum mais que óbvio
Resenha - New Era - Revolution Renaissance
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 03 de agosto de 2008
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O talento que o finlandês Timo Tolkki exibiu durante sua trajetória como compositor é inquestionável, tanto que ajudou a moldar o Power Metal Melódico como o conhecemos nos dias de hoje. Mas, depois de passar por uma fase onde nada parecia dar certo, o guitarrista encerrou as atividades do veterano Stratovarius e agora está retornando com um novo projeto, Revolution Renaissance.
Revolution Renaissance - + Novidades
Sua estréia se marca com "New Era", um título bastante óbvio para um disco que musicalmente é ainda mais óbvio. Afinal, suas composições foram concebidas para entrarem em um futuro álbum do próprio Stratovarius, o que, convenhamos, não parece ser a maneira ideal para se começar uma nova era... E nem mesmo a presença de convidados consagrados no cenário europeu que ajudaram a concluir a obra faz com que esta tenha o impacto que poderia vir a ter.
Ou seja, tudo por aqui já é manjado, bem equilibrado e com doses homéricas de elementos que remetem à sonoridade da ex-banda de Tolkki. Acumulam-se melodias pegajosas, sejam excelentes ou um tanto quanto burocráticas; a distorção prioriza o otimismo em detrimento da agressividade, e tudo culmina em uma boa mescla de Heavy Metal com pitadas de Hard Rock.
Mas o ponto que se torna central aqui é a atuação dos vocalistas contratados. Michael Kiske (é, aquele alemãozinho invocado que diz detestar Heavy Metal) canta em metade do disco, esbanjando maturidade e diversidade, e o restante fica dividido entre Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) e Pasi Rantanen (Thunderstone). O repertório se alterna entre composições velozes e outras mais lentas, e várias irão conquistar o público imediatamente, em especial a derradeira faixa-título, um pouco mais complexa, seguida de perto por "Heroes", "I Did It My Way", a balada "Angel" ou "Keep The Flame Alive".
O tal Power Metal Melódico é um estilo que há tempos vem precisando de um empurrão para seguir adiante – afinal, há uma infinidade de bandas que usam e abusam de todos os clichês possíveis e soam praticamente iguais. Nem era preciso que Timo Tolkki mudasse o estilo que desenvolveu ao longo dos anos, bastava apenas acrescentar algo que mostrasse certo diferencial. É uma pena, mas, c'est la vie...
Vale citar que, após liberar este debut, o Revolution Renaissance anunciou que trará em suas fileiras dois brasileiros: o vocalista Gus Monsanto (que já vem desbravando o exterior no Adagio há algum tempo) e o baterista Bruno Agra (Aquaria, Uirapuru). É esperar para ver o resultado!
Músicos:
Timo Tolkki - guitarra
Michael Kiske - voz
Tobias Sammet - voz
Pasi Rantanen - voz
Pasi Heikkilä - baixo
Joonas Puolakka - teclados
Mirka Rantanen - bateria
Revolution Renaissance - New Era
(2008 - Frontiers Records / Icarus Music – importado)
01. Heroes (Sammet)
02. I Did It My Way (Kiske)
03. We Are Magic (Rantanen)
04. Angel (Kiske)
05. Eden Is Burning (Rantanen)
06. Glorious And Divine (Sammet)
07. Born Upon The Cross (Rantanen)
08. Keep The Flame Alive (Kiske)
09. Last Night On Earth (Kiske)
10. Revolution Renaissance (Kiske)
Homepage: www.timotolkki.com
Outras resenhas de New Era - Revolution Renaissance
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 2000 a 2025
Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O legado do Iron Maiden, nas palavras do baixista e fundador Steve Harris
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A condição estipulada por rádios para veicular músicas do Van Halen, segundo Alex Van Halen

Revolution Renaissance - O renascimento melódico de Timo Tolkki pós-Stratovarius
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis


