Revolution Renaissance: nome óbvio e álbum mais que óbvio

Resenha - New Era - Revolution Renaissance

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ben Ami Scopinho
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 7


O talento que o finlandês Timo Tolkki exibiu durante sua trajetória como compositor é inquestionável, tanto que ajudou a moldar o Power Metal Melódico como o conhecemos nos dias de hoje. Mas, depois de passar por uma fase onde nada parecia dar certo, o guitarrista encerrou as atividades do veterano Stratovarius e agora está retornando com um novo projeto, Revolution Renaissance.

Fotos: confira 10 das mais curiosas no mundo do Rock - Parte 1Rock In Rio: por que ladrões agem menos no dia do Metal?

Sua estréia se marca com "New Era", um título bastante óbvio para um disco que musicalmente é ainda mais óbvio. Afinal, suas composições foram concebidas para entrarem em um futuro álbum do próprio Stratovarius, o que, convenhamos, não parece ser a maneira ideal para se começar uma nova era... E nem mesmo a presença de convidados consagrados no cenário europeu que ajudaram a concluir a obra faz com que esta tenha o impacto que poderia vir a ter.

Ou seja, tudo por aqui já é manjado, bem equilibrado e com doses homéricas de elementos que remetem à sonoridade da ex-banda de Tolkki. Acumulam-se melodias pegajosas, sejam excelentes ou um tanto quanto burocráticas; a distorção prioriza o otimismo em detrimento da agressividade, e tudo culmina em uma boa mescla de Heavy Metal com pitadas de Hard Rock.

Mas o ponto que se torna central aqui é a atuação dos vocalistas contratados. Michael Kiske (é, aquele alemãozinho invocado que diz detestar Heavy Metal) canta em metade do disco, esbanjando maturidade e diversidade, e o restante fica dividido entre Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) e Pasi Rantanen (Thunderstone). O repertório se alterna entre composições velozes e outras mais lentas, e várias irão conquistar o público imediatamente, em especial a derradeira faixa-título, um pouco mais complexa, seguida de perto por "Heroes", "I Did It My Way", a balada "Angel" ou "Keep The Flame Alive".

O tal Power Metal Melódico é um estilo que há tempos vem precisando de um empurrão para seguir adiante - afinal, há uma infinidade de bandas que usam e abusam de todos os clichês possíveis e soam praticamente iguais. Nem era preciso que Timo Tolkki mudasse o estilo que desenvolveu ao longo dos anos, bastava apenas acrescentar algo que mostrasse certo diferencial. É uma pena, mas, c'est la vie...

Vale citar que, após liberar este debut, o Revolution Renaissance anunciou que trará em suas fileiras dois brasileiros: o vocalista Gus Monsanto (que já vem desbravando o exterior no Adagio há algum tempo) e o baterista Bruno Agra (Aquaria, Uirapuru). É esperar para ver o resultado!

Músicos:
Timo Tolkki - guitarra
Michael Kiske - voz
Tobias Sammet - voz
Pasi Rantanen - voz
Pasi Heikkilä - baixo
Joonas Puolakka - teclados
Mirka Rantanen - bateria

Revolution Renaissance - New Era
(2008 - Frontiers Records / Icarus Music - importado)

01. Heroes (Sammet)
02. I Did It My Way (Kiske)
03. We Are Magic (Rantanen)
04. Angel (Kiske)
05. Eden Is Burning (Rantanen)
06. Glorious And Divine (Sammet)
07. Born Upon The Cross (Rantanen)
08. Keep The Flame Alive (Kiske)
09. Last Night On Earth (Kiske)
10. Revolution Renaissance (Kiske)

Homepage: www.timotolkki.com


Outras resenhas de New Era - Revolution Renaissance

Revolution Renaissance: não espere nada muito original




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Revolution Renaissance"


Exportando metal: músicos brasileiros que atuam ou já atuaram em bandas gringasExportando metal
Músicos brasileiros que atuam ou já atuaram em bandas gringas


Fotos: confira 10 das mais curiosas no mundo do Rock - Parte 1Fotos
Confira 10 das mais curiosas no mundo do Rock - Parte 1

Rock In Rio: por que ladrões agem menos no dia do Metal?Rock In Rio
Por que ladrões agem menos no dia do Metal?

Black Sabbath: a polêmica capa do polêmico Born AgainBlack Sabbath
A polêmica capa do polêmico Born Again

Guitar World: os 100 piores solos de guitarra da históriaGuitar World
Os 100 piores solos de guitarra da história

Mastodon: Brent Hinds diz que Dream Theater é uma banda Gay!Mastodon
Brent Hinds diz que "Dream Theater é uma banda Gay!"

Kiko Loureiro: qual seu álbum preferido do Megadeth?Kiko Loureiro
Qual seu álbum preferido do Megadeth?

Lemmy: Não quero ficar preso a essa besteira de lendaLemmy
"Não quero ficar preso a essa besteira de lenda"


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais informações sobre Ben Ami Scopinho

Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336