Revolution Renaissance: não espere nada muito original
Resenha - New Era - Revolution Renaissance
Por Rodrigo Simas
Postado em 20 de fevereiro de 2009
Nota: 4 ![]()
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Timo Tolkki nunca foi campeão no quesito originalidade. Mesmo assim, conseguiu lançar trabalhos que se tornariam clássicos do heavy/power metal melódico, deixando sua marca registrada na história da música pesada e influenciando – para o bem ou para o mal – centenas de bandas que viriam a seguir. Com a novela de seus últimos anos no Stratovarius e brigas com os integrantes remanescentes, decidiu montar um novo projeto e utilizar a maior parte das composições que seriam usadas para o próximo CD de sua antiga banda.
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Assim nasceu Revolution Renaissance, que lançou seu debut com o óbvio título de "New Era" e, como já era de se esperar, soando exatamente igual ao estilo praticado pelo Stratovarius. Para a gravação, Tolkki chamou três vocalistas convidados. Entre eles, o recluso (mas genial) Michael Kiske (eterno ex-Helloween), o líder do Edguy/Avantasia Tobias Sammet e o não tão conhecido Pasí Rantanen, do Thunderstone. Todos cumprem muito bem suas funções (Kiske como sempre se sobressai em relação aos outros), mas são confrontados pelo mesmo problema: as composições.
Mesmo não esperando nada muito original, é chocante como todas (ou quase todas) as faixas caem em uma mesmice sem tamanho, arranjos comuns e clichês infinitos, soando genéricas ao extremo. Flertando em diversas passagens com o hard rock, não há nenhum tipo de diferencial, não se sente nenhuma garra, o peso é quase inexistente e os poucos momentos menos monótonos são atribuídos às performances vocais, que conseguem tirar – nesses raros instantes – leite de pedra.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Michael Kiske ficou com a maioria das músicas (cinco no total), entre elas duas baladas breguíssimas, a boa "I Did My Way", de longe uma das melhores do CD, e as duas últimas que encerram "New Era": a sem graça "Last Night On Earth" e a homônima "Revolution Renaissance", que rende bem em comparação com o resto. Tobias Sammet tenta o possível e o impossível para defender sua participação, mas suas duas faixas lembram um Edguy piorado da fase "Theater Of Salvation". Se tudo já parecia perdido, Pasí Rantanen se destaca com a boa "Born Upon The Cross", que lembra o Black Sabbath (guardadas as devidas proporções) na fase Dio.
Ao vivo, o Revolution Renaissance vai contar com uma banda diferente da que gravou o CD, inclusive com os brasileiros Gus Monsanto (Adágio - voz) e Bruno Agra (Aquaria, Uirapuru - bateria) que asseguraram seus postos como membros oficiais. Mas dificilmente alguém que já não seja fã do trabalho de Timo Tolkki com o Stratovarius vai se interessar por essa nova empreitada, que poderia ter o nome de qualquer coisa, menos de nova era.
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