Hollenthon: pequena e rara obras-prima do Metal
Resenha - Opus Magnum - Hollenthon
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 04 de junho de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O leitor parou para analisar quantas bandas conseguem misturar de maneira convincente o Heavy Metal e a Música Clássica? Não são muitas, tanto que as mais lembradas talvez sejam o Therion e o Haggard, que já deixaram sua marca na história... Ainda que atuando a nível bem mais underground, neste seleto grupo também se encontra o Hollenthon, natural de Viena (Áustria) e que não deve nada, mas absolutamente nada, aos nomes consagrados.

Capitaneado por Martin Schirenc desde 1994, o projeto possui apenas dois registros que marcaram profundamente a quem já teve o privilégio de escutá-los: "Domus Mundi" (99) e "With Vilest Of Worms To Dwell" (01) – este último inclusive chegou a ser lançado no mercado brasileiro. E agora, depois de sete anos afastado em função do retorno do Pungent Stench (famosa banda do qual Martin também é mentor e cuja atividade aparentemente durou somente até o ano passado), é que o Hollenthon parece voltar a ser prioridade, o que é reforçado com a aquisição de músicos que o definem como banda no sentido literal da palavra.
"Opus Magnum" é seu novo álbum e totalmente fiel à simbiose de melodias épicas ao lado dos arranjos orquestrados, coros gregorianos de arrepiar, a eventual voz de Elena Schirenc (esposa do líder) e influências folclóricas e árabes, tudo isso devidamente entrelaçado à faceta obscura e cadenciada do metal extremo. De diferente, somente o fato de todas estas camadas sonoras aparecerem agora de forma mais complexa, diversificada e progressiva, conferindo uma atmosfera ainda mais bombástica ao repertório.
A produção é muito boa, na medida exata entre o polido e o sujo, tendo em "On The Wings Of A Dove" e "Misterium Babel" exemplos que definem toda a proposta do Hollenthon. Um disco que não dá para subestimar, dono de tal inspiração que muitos o considerarão outra destas pequenas e raras obras-prima do Heavy Metal contemporâneo. Pode conferir!
Formação:
Martin Schirenc - voz e guitarra
Martin Arzberger - guitarra
Gregor Marboe - baixo
Mike Gröger - bateria
Elena Schirenc - voz
Hollenthon - Opus Magnum
(2008 / Napalm Records - importado)
01. On The Wings Of A Dove
02. To Fabled Lands
03. Son Of Perdition
04. Ars Moriendi
05. Once We Were Kings
06. Of Splendid Worlds
07. Dying Embers
08. Misterium Babel
Sites:
http://www.hollenthon.com
http://www.myspace.com/hollenthonofficial
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
Os dois motivos que contribuíram para fim do Secos & Molhados, segundo Ney Matogrosso
A primeira banda de thrash da história, na opinião de Kerry King
Van Halen e a música festeira com temática sombria que mudou sua trajetória


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



