Symmetrya: na eterna busca por bom Heavy Metal
Resenha - Eternal Search - Symmetrya
Por Clóvis Eduardo
Postado em 16 de maio de 2008
Nota: 8 ![]()
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Eu já devo ter assistido a uns seis ou sete shows do Symetrya, em festivais por Santa Catarina. Talvez bêbado, sujo, sentado comendo um cachorro-quente ou jogando baralho, nunca deixei de prestigiá-los. E muito antes do grupo consolidar o novo nome, já tinha certeza que estes caras tinham que arranjar um jeito de gravar um disco.
Demorou, mas enfim, veio. O primeiro CD do Symetrya prometia de longa data, mas custava em ser apresentado. Com mixagem e masterização feita por Deny Bonfante (que é da banda Perpetual Dreams, de Blumenau/SC), o grupo finalmente teve uma chance de colocar aos fãs do Heavy Metal com pitadas progressivas, um pouco do talento que os catarinenses já estão bem acostumados em ouvir. "Eternal Search" finalmente foi encontrado, sendo originalmente lançado em 2006, num esforço de quase dois anos de estúdio.
E a espera valeu a pena. Assim como a Before Eden, outra boa banda catarinense que executa metal em estilo semelhante, a Symetrya mostra profissionalismo em um trabalho extremamente bem feito. Desde a mixagem dos instrumentos, o asseio com as harmonias de teclado que fazem uma espécie de "base" em cada uma das canções, os vocais e duetos, até a arte final do encarte, tudo ficou primoroso.
Musicalmente, o CD é repleto de momentos quebrados, com bateria forte e teclados envolventes. "Learn To Fly", precedida por uma pequena faixa de abertura, garante a boa audição, principalmente pela forma com que o vocalista Jurandir Júnior inicia a função de forma mais energética, com um refrão em alto estilo. As guitarras são pesadas e rasgantes, mérito de Ney Soteiro, que há anos vem se aprimorando no instrumento e está cada vez mais técnico.
O CD prossegue com ótimas músicas, que variam desde as mais complicadas e truncadas, até às mais simples e objetivas. Pode-se dizer que o CD tem dois momentos, quando a parte inicial apresenta canções um pouco mais "difíceis", enquanto a fase final é mais Heavy Metal estilo tradicional. Mas tudo isso, claro, sem perder as características principais da banda, como em "Misbelief", uma das mais legais do disco, mérito do refrão pegajoso, mas ao mesmo tempo funcional. Nesta faixa, podemos destacar a presença do baterista Marcos Vinícius e do baixista Alexandre Lamim, que tocam com muita perícia.
E quem pensa que os tecladistas ficam apenas como meros coadjuvantes, sem brilho ou participação nas bandas de Heavy Metal, Milton Maia dá um jeito de chutar esta teoria para longe. O cara participa de cada música, seja nas bases, ou até mesmo nos solos, mesmo naquelas partes mais lentas de piano, como na canção "In The Mouth Of Madness". Além disso, ele também é um efetivo colaborador na composição de algumas músicas, ao lado de Ney Soteiro e Jurandir Júnior.
Por mais este exemplo, fica claro que o Metal catarinense está cada vez mais forte e alçando vôos altos. Com o lançamento do CD, a Symetrya pode se vangloriar de ter um material de respeito, e que pode ser levado para qualquer canto do mundo. É mais uma promessa que merecia destaque, e com "Eternal Search", as coisas estão começando a ficar mais concretas.
Force of Nature Records
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