[C.O.A]: para quem curte o bom e velho Thrash

Resenha - Jaws - Circle of Agony

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Muito peso e diversidade. Essas são as melhores definições para o debut do [C.O.A] – Circle of Agony. A banda paulista é formada por membros remanescentes do Panzer, que anunciou o fim de suas atividades em 2003. Com isso, o vocalista Élcio Cruz, ou simplesmente EZ, e o guitarrista André Pars se juntaram a Luiz Scapanni (baixo) e Abílio Fernandes (bateria) para mais uma empreitada no Thrash.
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Com muita bagagem nas costas, o grupo traz uma personalidade marcante ao álbum “Jaws” – lançado pelo selo virtual CollisionRecords e disponível online. É só ver pela primeira faixa. “The Mirror” já traz todo o peso do [C.O.A] em apenas um minuto de riffs insanos e um ritmo cativante. “Humans” segue na mesma levada, com boas linhas da Spars nas seis cordas, muitas variações e um refrão que fica na cabeça e lembra os bons tempos do Metallica.

O destaque principal e inquestionável no [C.O.A] fica pelo vocal de EZ, que já é conhecido também de outros trabalhos como o Fodata, de rock alternativo, e o Aggression Tales, outra banda de Thrash que tem como diferencial escrever contos para cada faixa do seu primeiro disco, “Scrobbles In Blood”. EZ é um verdadeiro camaleão à frente do microfone. Ele manda desde os guturais mais graves (e até caricatos, muito próprios, como na boa “Lost”) a passagens mais limpas, com mais melodia, passando pelos gritos insanos, que dominam a maior parte do play.

A banda mostra que rótulos passam longe. “Deferring Life” é mais cadenciada, com vocais mais cantados, diferindo do restante que traz mais o peso do Thrash, a exemplo também de “Your God Failed”. Já “Reflections”, é uma das mais violentas, com blast beats, mas também passagens mais lentas e os gritos sempre desesperados (ou desesperadores) de EZ.

Nos cerca de 43 minutos do disco (são 14 faixas), outro destaque é a parte instrumental, muito correta, como na nervosa “Spit At Your Face” e em “Swallow This”, das mais pesadonas. Pars dispara riffs furiosos, e a cozinha é precisa com Scapanni e Fernandes fazendo um belo trabalho. Tudo com muita influência de clássicos do Thrash, como Anthrax e Testament, mas com uma pitada de algo difícil de definir, moderno, que realmente é a cara do [C.O.A]. E uma produção que só ajudou na sonoridade.

Para quem curte o bom e velho Thrash – com pitadas também do Stoner – e prima por bandas com personalidade, isso sobra ao [C.O.A] – Circle of Agony, que durante o play mostra ter muitas facetas. Vale ouvir!

Formação:
Élcio Cruz – vocal
André Pars – guitarra
Luiz Scapanni – baixo
Abílio Fernandes – bateria

Faixas:
01 - The Mirror
02 - Humans
03 - Lost
04 - Deferring Life
05 - Reflection
06 - Your God Failed
07 - Damned
08 - Jaws
09 - The Stranger Who Lives in Me
10 - Spit at Your Face
11 - Swallow This
12 - Cut
13 - Do It!
14 - Silicon Man

Lançamento nacional – CollisionRecords

Sites: www.circleofagony.net
http://www.myspace.com/circleofagony

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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