Arghon: competente Heavy Metal estilo anos 90
Resenha - Equilibrium - Arghon
Por Tiago Lucas Garcia
Postado em 13 de dezembro de 2007
Não sei se trata-se de uma senilidade precoce de meu aparelho auditivo, mas toda vez que, hoje, ouço bandas de metal melódico/progressivo, caso do Arghon, sinto certa nostalgia. Acho mesmo, ainda que bandas dos estilos continuem a lançar álbuns relevantes, que os estilos já podem ser caracterizados como típicos do ‘miolo’ dos anos noventa.

Neste período foi que as sementes lançadas pelos ‘Keepers’ do Helloween, pelo Manowar e por ‘Images and Words’ do Dream Theater resultaram em uma multiplicidade de clássicos do gênero; isto tanto em relação a bandas que no período atingiram sua maturidade (nos lembremos do "Imaginations..." do Blind Guardian, do "Episode" do Stratovarius, do "The Damnation Game" do Symphony X, por exemplo), quanto em relação às bandas novas que surgiram no período ‘bebendo deste caldo’ (lembremos da correria às lojas que causou o álbum "Glory To The Brave" do Hammerfall e o debut do Rhapsody).
Da mesma forma no Brasil também houve, no período, uma explosão de bandas do estilo; poderíamos, de pronto, citar o Dark Avanger (manowarístico, mas ainda melódico), o Fates Prophecy (madeniano, mas no rastro dos anos 90), o Wizard (e seus refrões grudentos) e tantas outras (somente o Angra, contrariando as regras, resolveu cometer – em pleno 96! – a "besteira" de lançar um álbum ‘genialmente ousado’, que aliás, no momento do lançamento eu também não gostei, chamado "Holy Land"). Mas enfim, a resenha é sobre o ARGHON....
A banda Arghon do ABC paulista foi formada em 2002, período em que conquistou em um concurso de bandas o direito de realizar um show de abertura para o Angra. Da mesma forma (em 2003) a banda ficou entre as seis melhores colocadas no SP Metal Festival, o que garantiu à banda a gravação de um DVD na ‘Escola de Musica e Tecnologia’ (EM&T). Somente agora, no entanto, em 2007, com um currículo bem legal nas costas, é que o Arghon lançou seu primeiro CD chamado "Equilibrium".
O som da banda, como já pude dar a dica, é absolutamente fincado nos pilares dos tradicionais discos dos anos noventa (e pouco). Mais especificamente, a banda se escora bastante no próprio Angra, no bom vocal de Pedro Nascimento, nas guitarras ‘staccadas’, à la Rafeal e Kiko, de Renato Sotto e Jean Carlos, assim como, por outro lado, nos ‘standarts’ do metal progressivo, de onde a banda retira suas passagens instrumentais mais extensas.
Como as faixas de destaque de Equilibrium eu elegeria "Far Beyond The Sky", faixa com certo ar de Savatage (dos anos 90, é claro!), "Run Away" (típico metal melódico com refrão interessante), assim como a balada "Lost Angel" (ótimo trabalho do tecladista convidado).
Enfim, para produzir um balanço do que penso acerca do CD "Equilibrium" (com o perdão do péssimo trocadilho), tenho de dizer que da Introdução ("Over Come") ao encerramento ("Transictium") do CD não há nada de novo, mas isto não é necessariamente ruim! O Arghon é um competente exemplo de metal nacional aos modos dos anos noventa, bem tocado, com uma gravação competente, faixas interessantes que certamente irão satisfazer aqueles que curtem o som cozido no caldo entre o melódico, o metal progressivo e o hard, tão comum nos, já exaustivamente citados nesta resenha, ‘anos noventa’.
Tirem suas próprias conclusões no site da banda Arghon.
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Houve material gravado para 3º álbum do Judas Priest com Ripper Owens? Ele explica
O álbum favorito de Angus Young da fase do AC/DC com Bon Scott
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
A música do Pearl Jam que teve o sentido da letra alterado pelos fãs
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
Ritchie Blackmore revela o lendário cantor com quem ele adoraria tocar
O único estilo musical que Fabio Lione confessou que não curte nem um pouco
Metallica: cinco músicas tristes (e muito legais) que fazem sucesso até hoje

Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



