Nightwish: recomeçando em alto estilo

Resenha - Dark Passion Play - Nightwish

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 9

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É revigorante saber que a guerra verbal entre o Nightwish e a ex-vocalista Tarja Turunen agora seja passado, dando lugar ao lançamento de novos trabalhos e a continuidade de suas carreiras.
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Após os acontecimentos de 2005, que culminaram com a saída da vocalista, entrevistas prá lá e prá cá com troca de acusações e insinuações, eis que ambos aprontam trabalhos musicais. Não chegou a ser uma surpresa o anúncio da sueca Anette Olzon (ex-Alyson Avenue) como a substituta de Tarja. Afinal, a coisa mais sensata e musical que Tuomas, Marco, Jukka e Emppu poderiam fazer seria escolher uma vocalista com estilo totalmente diferente da sua antecessora, e isto foi feito com habilidade. Agora, “Dark Passion Play” chega as nossas mãos e podemos dizer que estamos diante de um bom CD, um recomeço em alto estilo para o Nightwish. Porém não me atrevo a comparar este CD com os outros trabalhos da banda, afinal... estão começando uma nova era, e este trabalho não pode ser comparado a nada do que fizeram no passado... seria um erro gravíssimo, já que Tarja marcou época nos vocais da banda, e Anette agora está começando sua trajetória.

De cara a banda nos apresenta uma faixa longa, de 14 minutos, chamada “The Poet And The Pendullum”, de longe uma das composições mais complexas que os finlandeses já apresentaram: guitarras, orquestras, mudanças de andamento, Anette e Marco dividindo vozes (notem a versatilidade da vocalista), e um clima que passa do caos a paz em instantes. Talvez ela ficasse melhor colocada se estivesse na 2a metade do CD, mas é uma faixa que cativa. “Bye Bye Beautiful” é uma paulada no ritmo (lembra “Wish I Had An Angel”) e na letra, abordando os problemas com a ex-vocalista. “Amaranth” seria a “Nemo” de “Dark Passion Play”: leve, pop meio pesadinha, e com Anette destilando um excelente vocal pop-rock (apesar de que em alguns momentos senti-me ouvindo Avril Lavigne). “Candence Of Her Last Breath” é mais voltada ao metal enquanto que “Master Passion Greed” é totalmente heavy metal, com Marco fazendo os vocais (sem Anette) de forma bem competente. Emppu está inspirado, pois podemos ver que seu trabalho neste CD é muito bom.

Quem sente falta de algo mais suave irá curtir “Eva”, o primeiro single (embora virtual), enquanto que “Sahara”, embora traga uma boa introdução não passe de uma repetição de tudo o que o Nightwish sempre fez: heavy metal com pitadas épicas. Outros bons momentos ficam para “Whoever Brings The Night” (pesada), a mais pop “For The Heart Once I Had” e a acústica “The Islander”. No geral o CD é bom, mas fica claro que o Nightwish optou por manter-se fiel ao estilo que já o consagrou, abrindo algumas exceções que aproveitam a boa voz de Anette, principalmente os flertes pop. Vale citar a exótica e diferente “Meadows Of Heaven”, música épica que encerra o CD. Anette faz um bom trabalho, com um vocal que mescla o lado suave do pop com alguns momentos de pura inspiração, principalmente nas partes mais orquestradas.

Um bom re-começo, uma banda que está se achando novamente, e que tem tudo para dar continuidade a uma carreira vitoriosa. Como é o primeiro CD após uma mudança de formação, a banda mostra um cuidado em manter-se dentro dos trilhos, mas no ritmo que as coisas vão, o Nightwish ainda irá nos surpreender... novamente, como fizeram no final dos anos 90.

Nightwish – Dark Passion Play
2007 – Universal Music – Nacional

Formação:
Anette Olzon – Vocais
Tuomas Holopainen – Teclados
Marco Hietala – Baixo/Vocais
Emppu Vuorinen – Guitarras
Jukka Nevalainen – Bateria

Faixas:
The Poet And The Pendulum
Bye Bye Beautiful
Amaranth
Candence Of Her Last Breath
Master Passion Greed
Eva
Sahara
Whoever Brings The Night
For The Heart Once I Had
The Islander
Last Of The Wilds
7 Days To The Wolves
Meadows Of Heaven

Site Oficial: http://www.nightwish.com

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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