Nightwish: recomeçando em alto estilo
Resenha - Dark Passion Play - Nightwish
Por Rafael Carnovale
Postado em 24 de novembro de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É revigorante saber que a guerra verbal entre o Nightwish e a ex-vocalista Tarja Turunen agora seja passado, dando lugar ao lançamento de novos trabalhos e a continuidade de suas carreiras.
Nightwish - Mais Novidades
Após os acontecimentos de 2005, que culminaram com a saída da vocalista, entrevistas prá lá e prá cá com troca de acusações e insinuações, eis que ambos aprontam trabalhos musicais. Não chegou a ser uma surpresa o anúncio da sueca Anette Olzon (ex-Alyson Avenue) como a substituta de Tarja. Afinal, a coisa mais sensata e musical que Tuomas, Marco, Jukka e Emppu poderiam fazer seria escolher uma vocalista com estilo totalmente diferente da sua antecessora, e isto foi feito com habilidade. Agora, "Dark Passion Play" chega as nossas mãos e podemos dizer que estamos diante de um bom CD, um recomeço em alto estilo para o Nightwish. Porém não me atrevo a comparar este CD com os outros trabalhos da banda, afinal... estão começando uma nova era, e este trabalho não pode ser comparado a nada do que fizeram no passado... seria um erro gravíssimo, já que Tarja marcou época nos vocais da banda, e Anette agora está começando sua trajetória.
De cara a banda nos apresenta uma faixa longa, de 14 minutos, chamada "The Poet And The Pendullum", de longe uma das composições mais complexas que os finlandeses já apresentaram: guitarras, orquestras, mudanças de andamento, Anette e Marco dividindo vozes (notem a versatilidade da vocalista), e um clima que passa do caos a paz em instantes. Talvez ela ficasse melhor colocada se estivesse na 2a metade do CD, mas é uma faixa que cativa. "Bye Bye Beautiful" é uma paulada no ritmo (lembra "Wish I Had An Angel") e na letra, abordando os problemas com a ex-vocalista. "Amaranth" seria a "Nemo" de "Dark Passion Play": leve, pop meio pesadinha, e com Anette destilando um excelente vocal pop-rock (apesar de que em alguns momentos senti-me ouvindo Avril Lavigne). "Candence Of Her Last Breath" é mais voltada ao metal enquanto que "Master Passion Greed" é totalmente heavy metal, com Marco fazendo os vocais (sem Anette) de forma bem competente. Emppu está inspirado, pois podemos ver que seu trabalho neste CD é muito bom.
Quem sente falta de algo mais suave irá curtir "Eva", o primeiro single (embora virtual), enquanto que "Sahara", embora traga uma boa introdução não passe de uma repetição de tudo o que o Nightwish sempre fez: heavy metal com pitadas épicas. Outros bons momentos ficam para "Whoever Brings The Night" (pesada), a mais pop "For The Heart Once I Had" e a acústica "The Islander". No geral o CD é bom, mas fica claro que o Nightwish optou por manter-se fiel ao estilo que já o consagrou, abrindo algumas exceções que aproveitam a boa voz de Anette, principalmente os flertes pop. Vale citar a exótica e diferente "Meadows Of Heaven", música épica que encerra o CD. Anette faz um bom trabalho, com um vocal que mescla o lado suave do pop com alguns momentos de pura inspiração, principalmente nas partes mais orquestradas.
Um bom re-começo, uma banda que está se achando novamente, e que tem tudo para dar continuidade a uma carreira vitoriosa. Como é o primeiro CD após uma mudança de formação, a banda mostra um cuidado em manter-se dentro dos trilhos, mas no ritmo que as coisas vão, o Nightwish ainda irá nos surpreender... novamente, como fizeram no final dos anos 90.
Nightwish – Dark Passion Play
2007 – Universal Music – Nacional
Formação:
Anette Olzon – Vocais
Tuomas Holopainen – Teclados
Marco Hietala – Baixo/Vocais
Emppu Vuorinen – Guitarras
Jukka Nevalainen – Bateria
Faixas:
The Poet And The Pendulum
Bye Bye Beautiful
Amaranth
Candence Of Her Last Breath
Master Passion Greed
Eva
Sahara
Whoever Brings The Night
For The Heart Once I Had
The Islander
Last Of The Wilds
7 Days To The Wolves
Meadows Of Heaven
Site Oficial: http://www.nightwish.com
Outras resenhas de Dark Passion Play - Nightwish
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
A banda que antecipou o Van Halen e quase virou o Led Zeppelin dos EUA
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
Como é tocar com um ex-membro de Shaman e Angra, segundo Paulo Ricardo
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"
A banda americana que não conseguiu competir com o Led Zeppelin no palco
Echo and the Bunnymen anuncia primeiro álbum em 12 anos
John Lennon acreditava que uma reunião dos Beatles seria possível, mas Paul não concordava
João Gordo explica por que não chegou a bater em Dado Dolabella em briga histórica
O triste motivo que fez Brian Johnson começar a usar a sua inseparável boina

Tarja Turunen escolhe o melhor disco que já gravou
Bonnie Tyler foi a primeira artista que chamou a atenção de Tarja Turunen
A melhor música de todos os tempos, na opinião de Tarja Turunen
Whitney Houston é "a voz", na opinião de Tarja Turunen
Tarja Turunen gostaria que ABBA fosse a trilha sonora de seu funeral
Tarja Turunen elege primeiro disco do Nightwish como o pior que já gravou
Tarja Turunen relata plano para destruí-la depois da saída do Nightwish
Como a música ajudou Tarja Turunen a se reerguer depois de um AVC
Tarja detalhou o inesperado e público pedido de desculpas de Marko Hietala



