Dark Empire: sem frescuras, rápido e pesado
Resenha - Distant Tides - Dark Empire
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 08 de setembro de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Rapaz, mas este é o típico álbum que consegue levantar algumas sobrancelhas! O Dark Empire tem como base New York e começou suas atividades em 2004 pelo obscuro guitarrista Matt Moliti, que no mesmo ano começou a preparar as composições visando um álbum de estréia. O vocalista considerado ideal foi encontrado na Suécia e seu nome é Jens Carlsson (Persuader, Savage Circus), já com certo nome no underground; e o projeto se completou com a aquisição do baixista Noah Martin, que prontamente recomendou para o posto de baterista o finlandês Teemu Tahkanen. Ou seja, sua formação é quase uma Torre de Babel...

As gravações começaram em 2005, com as guitarras, teclados e baixo gravados no estúdio do próprio Matt, enquanto Teemu e Jens gravaram suas partes em seus países de origem. Após a mixagem, vem a parte realmente difícil: encontrar uma gravadora interessada em investir em um nome desconhecido. Bom, para encurtar a história, "Distant Tides" viu a luz do dia somente em abril de 2006, e de forma independente mesmo. Mas, como as críticas foram extremamente favoráveis nas revistas e webzines mundo afora, este belo registro está chegando ao mercado brasileiro via Rock Machine Records.
O líder Matt Moliti realmente tinha várias e boas idéias para a concepção de "Distant Tides". Apesar de todos executarem suas funções de forma irrepreensível, os méritos vão mesmo para Matt, que além de orientar as canções com suas guitarras furiosas – muitas vezes beirando a virtuose, com algumas evidentes referências da música clássica – também se sai de forma perfeita nos teclados. Este instrumento é bastante utilizado, seja de forma conservadora ao dar um simples apoio às bases, ou então realmente competindo com os solos das guitarras.
Outro grande destaque é o surpreendente e talentoso vocalista Jens Carlsson. Sua escolha foi acertadíssima, pois sua forma de cantar é bastante agressiva, mas melódica, o que adiciona em muito à natureza já totalmente Heavy Metal das canções. O resultado é um álbum com uma gravação moderna, repleto da energia e emoção do Power Metal e alguns bem encaixados elementos 'mezzo' extremos, como as linhas vocais praticamente guturais da faixa-título. No final do dia, o Dark Empire é um dos vencedores, passando por cima de inúmeros nomes já consagrados no estilo.
Com sete canções (duas instrumentais) onde não há pontos fracos, "Distant Tides" se torna indispensável a quem aprecia toda a integridade do Heavy Metal como ele dever ser: sem frescuras, rápido, pesado e muito bem elaborado. O que mais um leitor do Whiplash! pode querer?
Dark Empire - Distant Tides
(2007 / Rock Machine Records)
01. We Will Never Die
02. The Alchemist
03. A Soul Divided
04. Distant Tide 05. Northern Sky
06. The Final Vision
07. Eternal Light (faixa-bônus)
Homepage: www.DarkEmpire.nu
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
Foo Fighters realiza primeiro show de 2026; confira setlist e vídeos
Steve Harris afirma que cada show do Iron Maiden é sagrado
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Cinco obras-primas do Metal mundial, de acordo com Regis Tadeu
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
O legado do Iron Maiden, nas palavras do baixista e fundador Steve Harris
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 2000 a 2025
Masterplan confirma data de lançamento do novo álbum, "Metalmorphosis"
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
As duas bandas pesadas com mentalidade vencedora, segundo Arnold Schwarzenegger
"Se Triumph e Rush voltaram, por que não o Skid Row?", questiona Sebastian Bach
O álbum que Nick Mason do Pink Floyd disse ter "mudado a indústria fonográfica"
O vocalista que deixou Ozzy perplexo; "Como diabos ele faz isso?"
Keith Richards: colocando Justin Bieber em seu devido lugar

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



