Covenant: competência entre o industrial e o dark
Resenha - Skyshaper - Covenant
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 28 de julho de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quando recebi o novo CD do Covenant, pensei: "será que a Hellion sabe o que está fazendo?". Não no sentido de ser arriscado lançar o álbum por aqui, já que, sem dúvida, ele tem potencial para dar muito mais retorno do que grande parte do material de qualidade duvidosa que ela põe no mercado. Mas porque "futurepop/EBM" nunca foi a praia dela. Nem de longe.

Independente das jogadas mercadológicas que qualquer selo se aventure, é extremamente saudável que obras como essa sejam lançadas em versão nacional por aqui – caso raro. Os suecos do Covenant, chegando ao seu sexto trabalho, firmaram-se como um dos principais nomes do estilo na década de 90, e "Skyshaper" traz bons motivos para que continuem no topo.
O primeiro verso cantado: "we, make, ritual noise", é sintomático e define bem a sonoridade que transita com competência entre o industrial e o dark ambient, gerando um EBM mais palatável aos não-experts, contagiante e gostoso de se ouvir, bastante eficaz em sua proposta.
Os vocais de Erick Simonsson sem dúvida colocam a banda num outro patamar. Facilmente reconhecível, seu tom grave impõe respeito, construindo melodias marcantes e memoráveis, como em "The Men".
Já "Happy Man", e toda sua ironia, é basicamente um interlúdio para que "Brave New World" abra seu espaço. Talvez a melhor do play, demonstra com habilidade as várias faces do grupo, desde batidas mais duras e sincopadas – cerne de sua música – até o nítido acento pop.
Chama a atenção o modo como o Covenant consegue criar refrões fortes dentro das composições, algo não muito comum ao estilo, trazendo uma boa mescla entre a estrutura clássica da canção e os tempos incomuns, sombrios e saturados, a exemplo de "Greater Than The Sun".
Cheio de pontos altos – "20 hz", "The World Is Growing Loud" - explorando bem as batidas, sintetizadores e texturas, "Skyshaper" é garantia de música de qualidade para os apreciadores do estilo. Aos curiosos, vale a pena se aventurar pela jornada sensorial proposta pelo Covenant. Dificilmente se sai ileso após uma audição destas.
Site Oficial: www.covenant.se
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Alice in Chains que Kerry King considera uma música incrível
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
O melhor cantor que surgiu após os anos 1970, segundo Jimmy Page
Rolling Stones compartilham memórias de Amy Winehouse
Masters of Voices estreia turnê sul-americana; veja setlist
Os cinco guitarristas favoritos de Dave Mustaine e o motivo de cada escolha
Accept tem instrumentos e equipamentos roubados em Barcelona
Baixista do Napalm Death ficava triste quando ouvia Alice in Chains
Dave Mustaine afirma que Megadeth fará anúncio "de outro mundo"
A superbanda que Geezer Butler comparou à segunda vinda de Jesus
Os 250 melhores álbuns americanos de todos os tempos, segundo a UCR
Derrick Green abre o jogo sobre motivos para o fim do Sepultura
CHAMA O VAR: Slash sofre tombo cinematográfico em show do Guns N' Roses
A cultuada banda de rock sulista que Eddie Van Halen detestava
O conselho que fez Marty Friedman passar a prestar mais atenção nas letras das músicas
O dia que Rogério Skylab disse que papo com Rafael Bittencourt o fez sentir falta do Monark
A controversa opinião de Andre Matos sobre a cantora Marisa Monte

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



