Michael Kiske: qualidade longe do peso
Resenha - Kiske - Michael Kiske
Por Wesley Kuhn
Postado em 25 de junho de 2007
Michael Kiske já causou muita polêmica no cenário musical. Após ter sido vocalista por oito anos do Helloween e ser considerado uma das vozes mais marcantes do cenário metálico, renunciou ao sucesso conquistado saindo da banda em 1994 para buscar uma vertente mais ligada ao Pop Rock e às experimentações musicais. O cantor foi alvo de crítica e muito desrespeito por parte de muitos "metaleiros" que o acusavam de traidor.
Michael Kiske - Mais Novidades
O resultado da mudança parecia ser um fracasso atrás do outro. Dois CDs nos quais as vendas foram pífias e o lançamento de uma nova banda, a Supared, que morreu após o lançamento de um álbum. Os insucessos fizeram com que muitos acreditassem que ele voltaria de vez à cena metálica. Mas a insistência do cantor acabou sendo recompensada. "Kiske", seu mais novo álbum, elaborado, produzido e mixado pelo próprio cantor, não deixa dúvidas de que ele pode sim ter êxito fora do Metal.
Nada de guitarras pesadas e vocais gritados como no seu passado do Helloween. Da primeira faixa à última, o disco, talvez o mais acústico de sua carreira, é um Pop Rock sutil, leve, com algumas pitadas de Alternativo, Folk, se aproximando até do Country na excelente canção "Silently Craving". O cantor, e também guitarrista, realiza ao lado dos músicos Sandro Giampietro (guitarra), Fontaine Burnett (baixo) e Karsten Nagel (bateria), uma sonoridade instrumental que consegue explorar muito bem o potencial das excelentes canções.
A sua voz inconfundível está ainda melhor que nos tempos de Helloween. Os agudos não são mais gritados e estridentes como na antiga banda, mas sim limpos e delicados. Basta ouvirmos a ótima "All-Solutions" e a romântica "Hearts Are Free", na qual ele faz dueto com a cantora Corinna Wolke para percebermos a melhora na sua técnica e no seu inglês, que na época do Helloween deixava bastante a desejar.
Se não bastasse a qualidade sonora, o novo álbum de Kiske é bem intimista, contando com letras que buscam a reflexão. O álbum conta até mesmo com uma resposta aos que o criticaram por suas mudanças sonoras na música "Kings-fall", onde ele fala que é um longo caminho para o topo, se você não quer Rock n´Roll.
Kiske parece ter acertado em cheio neste disco que tem tudo para ser um sucesso de vendas bem maior que seus antecessores. Porém, se você não gosta de ouvir coisas leves, desista, pois o cantor, a cada álbum, vem enterrando cada vez mais sua veia metálica.
Outras resenhas de Kiske - Michael Kiske
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O único disco do Aerosmith que Slash considera ruim
O disco "esquecido" do Black Sabbath que Bruno Sutter considera maravilhoso
O músico que intimidou Ritchie Blackmore ao dividir o palco com ele
A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
O guitarrista que Eddie Vedder considera o maior sobrevivente da história do rock
Mike Portnoy foi assistir ao Rush e publicou suas impressões online
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
Baterista explica o que fez o Europe ficar mais pesado no século atual
Savatage volta à América do Sul em 2027, diz baixista
O álbum que Dave Grohl disse ter sido "o disco mais bonito" que já ouviu
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
Nightwish segue sem previsão de volta, revela Floor Jansen
5 músicas de metal que entregam o melhor momento nos primeiros 30 segundos
O hit dos Beatles que Paul McCartney odiou: "Ninguém me perguntou o que eu achava"
O dia que Raul Seixas e Tim Maia brigaram porque um preferia maconha e outro cocaína
A ótima música do Iron Maiden inspirada na triste história do avô de Paul Di'Anno

Michael Kiske: "Hoje eu entendo que precisava ter saído do Helloween"
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



