Arcade Fire: merecendo a ovação recebida
Resenha - Neon Bible - Arcade Fire
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 18 de março de 2007
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Hype. Hype. Hype. O Canadá é a meca mundial dos hypes musicais (tá, a Grã-Bretanha vence de longe em quantidade, mas os canadenses são mais cults – é o que diz a lenda). Em três anos o Arcade Fire saiu do limbo existencial para o mais alto conceito da crítica. Neste meio tempo, até uma passadinha pelo Brasil eles deram.
Felizmente, o AF merece boa parte da ovação que recebeu. Direto ao ponto: "Neon Bible" é tudo que se esperava deles e além. E uma banda que bota um título desse num álbum não pode ser mesmo normal. Sorte nossa. Fácil enxergar até onde isso vai parar: a bolachinha encabeçará todas as listas de melhores do ano que se preze e as louvações beirarão o frenesi doentio.
Intenso, sombrio, fantasmagórico (x3), sublime e tocante são alguns dos adjetivos que cabem bem aqui. Impossível não se ver completamente envolto pelas atmosferas criadas nas diversas texturas da voz de Win Butler. É incrível como a fórmula – se é que se pode dizer isto de uma banda tão múltipla e talentosa – funciona perfeitamente bem: ultrapassando as fronteiras do rock e indo do pop a toques de música clássica, a variedade de instrumentos (violinos, acordeons, sintetizadores, teclado, percussão, xilofones e tudo mais que servir para tocar o ouvinte) também colabora para o rico resultado final.
A melancolia do grupo nunca descamba para a depressão. Antes, apostam muito mais em tons reflexivos e transformadores – tente ouvir "Intervention" inerte – gerando uma autêntica experiência emocional. Ouso dizer que, desde os Smiths, poucas vezes se viu uma banda com tanta sensibilidade pop quanto esta, só que num mosaico ainda mais sombrio, chuvoso e arrebatador. Realmente, não há como não se render. "Neon Bible" merece ser destrinchado e absorvido nos mínimos detalhes. A primeira obra prima do ano.
Lançamento nacional pela Slag Records.
Site Oficial: www.arcadefire.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
O disco de Bruce Dickinson considerado um dos melhores de metal dos anos 90 pela Metal Hammer
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
Marcelo Barbosa rebate crítica sobre Angra: Alguém pagou pelo hiato?
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
O álbum que mudou a vida de Simone Simons (Epica)
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
O cartaz de filme "estúpido" que originou o nome da banda mais importante do heavy metal
O maior disco de heavy metal da história, na opinião de Doro Pesch
Bruce Dickinson diz que Iron Maiden rejeitou "Tears Of The Dragon"



CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



