Review: Toxic Touch, novo do God Dethroned

Resenha - Toxic Touch - God Dethroned

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Por Thiago El Cid Cardim
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Nota: 5

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Sei que não é a primeira vez que me refiro a um disco desta forma (e também sei que não vai ser a última), mas juro que não pude evitar, por mais que as pedradas sejam inevitáveis. Afinal, houveram diversos momentos, durante a execução de “The Toxic Touch”, o novo disco dos holandeses do God Dethroned, em que eu não pensasse: “Putz, mas sabe que parece que eu já ouvi isso em algum lugar?”. E o pior é que parecia. Uma segunda audição, mais calma e cuidadosa...e bingo: a mesma coisa. Diabos. É fato que a banda é boa, tudo bem. Mas precisava ficar tão presa às suas próprias referências, acorrentada ao básico do estilo sem exercitar aquela boa dose de personalidade?
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E olha que, em comparação aos seus outros discos, este sétimo trabalho do quarteto death metal liderado por Henri Sattler sofreu uma metamorfose e tanto, incorporando um bocado de melodia e deixando-se “infectar” pela brutalidade ao quadrado do thrash. A mudança deveria injetar ainda mais frescor nas dez faixas deste “Toxic Touch” – que é o que acaba acontecendo, por exemplo, na apocalíptica “2014”, na boa levada de refrão de “On Wings of Pestilence” ou mesmo na trágica instrumental “Away From Emptiness”, que ousa com suas guitarras limpas e sem dúvidas é a melhor parte do CD. Mas ainda é pouco. Muito pouco para que você possa ouvir o CD e, com propriedade, dizer: “Ah, este é o God Dethroned”.

O trabalho de guitarras é bacana. A produção é impecável. As artes da capa e do encarte são belíssimas. Mas, para este que vos escreve, “The Toxic Touch” ainda soa óbvio e repetitivo. Para se fazer um bom disco de metal extremo, é preciso um pouco mais do que velocidade, vocais guturais e monstruosos e aquela boa e velha sujeira. É preciso colocar ainda mais alma nesta mistura, para que as canções tenham uma cara própria, para que elas criem vida e possam andar com as próprias pernas.

Na minha concepção, este deve ser o objetivo de toda e qualquer banda cujas aspirações sejam mais do que meia dúzia de clipes na MTV e uma passagem repetida à exaustão na novela das 20h. O God Dethroned tem o potencial. Tem toda a lenha para queimar o fogo. Só fica faltando a faísca.

Line-Up:
Henri "T.S.K." Sattler - Vocal e Guitarra
Isaac Delahaye - Guitarra
Henk "Henke" Zinger - Baixo
Ariën Van Weesenbeek – Bateria

Tracklist:
1. Faithless
2. Hating Life
3. 2014
4. Falling Down
5. On Wings of Pestilence
6. The Day You Died
7. Away from Emptiness
8. Macabre World
9. Tyhoid Mary
10. Fail to Exist

Gravadora: Metal Blade Records

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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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