Review: Toxic Touch, novo do God Dethroned
Resenha - Toxic Touch - God Dethroned
Por Thiago El Cid Cardim
Postado em 15 de fevereiro de 2007
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sei que não é a primeira vez que me refiro a um disco desta forma (e também sei que não vai ser a última), mas juro que não pude evitar, por mais que as pedradas sejam inevitáveis. Afinal, houveram diversos momentos, durante a execução de "The Toxic Touch", o novo disco dos holandeses do God Dethroned, em que eu não pensasse: "Putz, mas sabe que parece que eu já ouvi isso em algum lugar?". E o pior é que parecia. Uma segunda audição, mais calma e cuidadosa...e bingo: a mesma coisa. Diabos. É fato que a banda é boa, tudo bem. Mas precisava ficar tão presa às suas próprias referências, acorrentada ao básico do estilo sem exercitar aquela boa dose de personalidade?

E olha que, em comparação aos seus outros discos, este sétimo trabalho do quarteto death metal liderado por Henri Sattler sofreu uma metamorfose e tanto, incorporando um bocado de melodia e deixando-se "infectar" pela brutalidade ao quadrado do thrash. A mudança deveria injetar ainda mais frescor nas dez faixas deste "Toxic Touch" – que é o que acaba acontecendo, por exemplo, na apocalíptica "2014", na boa levada de refrão de "On Wings of Pestilence" ou mesmo na trágica instrumental "Away From Emptiness", que ousa com suas guitarras limpas e sem dúvidas é a melhor parte do CD. Mas ainda é pouco. Muito pouco para que você possa ouvir o CD e, com propriedade, dizer: "Ah, este é o God Dethroned".
O trabalho de guitarras é bacana. A produção é impecável. As artes da capa e do encarte são belíssimas. Mas, para este que vos escreve, "The Toxic Touch" ainda soa óbvio e repetitivo. Para se fazer um bom disco de metal extremo, é preciso um pouco mais do que velocidade, vocais guturais e monstruosos e aquela boa e velha sujeira. É preciso colocar ainda mais alma nesta mistura, para que as canções tenham uma cara própria, para que elas criem vida e possam andar com as próprias pernas.
Na minha concepção, este deve ser o objetivo de toda e qualquer banda cujas aspirações sejam mais do que meia dúzia de clipes na MTV e uma passagem repetida à exaustão na novela das 20h. O God Dethroned tem o potencial. Tem toda a lenha para queimar o fogo. Só fica faltando a faísca.
Line-Up:
Henri "T.S.K." Sattler - Vocal e Guitarra
Isaac Delahaye - Guitarra
Henk "Henke" Zinger - Baixo
Ariën Van Weesenbeek – Bateria
Tracklist:
1. Faithless
2. Hating Life
3. 2014
4. Falling Down
5. On Wings of Pestilence
6. The Day You Died
7. Away from Emptiness
8. Macabre World
9. Tyhoid Mary
10. Fail to Exist
Gravadora: Metal Blade Records
Outras resenhas de Toxic Touch - God Dethroned
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
O riff escrito nos anos 2000 que causou inveja em Jimmy Page
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
A última grande cantora de verdade que existiu, segundo Regis Tadeu
Mustaine viu Hetfield titubeando no Brasil, tentou dar uma força, mas James não respondeu
O hit dos Beatles que contém grande erro: "Uma das coisas mais idiotas que fizemos"


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



