Resenha - Come What(ever) May - Stone Sour

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 7


O Stone Sour, aquele projeto que traz em sua formação dois membros ligados ao Slipknot, está chegando ao seu segundo registro, "Come What(ever) May". Corey Taylor (voz) e James Root (guitarra) vêm acompanhados por Josh Hand (guitarra), Shawn Economaki (baixo) e Roy Mayorga (bateria), e conseguem trazer alguns progressos bastante positivos em relação ao seu debut auto-intitulado de 2002.

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É inegável a competência de seus músicos. Corey se sai muito bem transitando entre o cantar melódico e o quase agressivo, além de o conjunto possuír uma seção rítmica que se impõe de forma bastante satisfatória. Mas quem realmente fornece os aspectos mais interessantes de todo o álbum é a dupla de guitarristas que despeja vários riffs pegajosos e solos até mesmo intrincados - observem o inusitado solo de "Hell & Consequences", que surpreende pelas suas influências de música oriental.

No geral, as canções aqui são bem variadas, pesadas, repletas de elementos alternativos e naturalmente com grandes ambições mainstream que as tornam acessíveis na medida correta. É o típico e famigerado rock'n'roll norte-americano do momento, porém o Stone Sour se mostra bem acima da média do que vem aparecendo por lá. Mas o problema é que, mesmo com um nível de execução bastante elevado e que realmente causa uma boa impressão, as canções não alcançam o "ápice" que as tornariam realmente explosivas.

Apesar de o mercado de seu país vangloriar faixas como a agressiva "30/30-150", "Sillyworld" ou a lenta "Through Glass", prefiro os momentos mais diretos como "Made Of Scars", com um baixo vigoroso mostrando serviço e um ótimo refrão, e até mesmo "Zzyzx Rd" que, com seu título esquisito, é uma belíssima balada orientada pelo piano, onde Corey dá conta do recado com muito sentimento, num contraste e tanto com suas performances no Slipknot.

Com "Come What(ever) May", Corey e Cia se mostram em fase de rápido amadurecimento, mas ainda não atingiram todo o potencial que a banda aparentemente possui. É claro que se este projeto continuar adiante, há boas chances de liberarem um álbum realmente muito bom no futuro. Quer dizer, isto para quem tem paciência de escutar rock alternativo...

Agora a pergunta que não quer calar: será que o Stone Sour está vendendo horrores na terra do Tio Sam pela sua música propriamente dita, ou por ter em sua formação dois músicos que também tocam no famoso Slipknot?

Stone Sour - Come What(ever) May
(2006 - Roadrunner Records / Hellion Records - nacional)

01. 30/30-150
02. Come What(ever) May
03. Hell & Consequences
04. Sillyworld
05. Made Of Scars
06. Reborn
07. Your God
08. Through Glass
09. Socio
10. 1st Person
11. Cardiff
12. Zzyzx Rd.

Homepage: www.stonesour.com


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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