Resenha - One Way Ticket To Hell...And Back - Darkness
Por Fábio Faria
Postado em 25 de dezembro de 2005
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É praticamente impossível levar as composições dos britânicos do The Darkness a sério. A sátira exagerada ao Hard Rock e ao Rock de Arena dos anos 70 fez muito sucesso no álbum de estréia "Permission to Land", de 2003, elevando-os ao estrelato. Passado o frenesi, os integrantes do The Darkness se reuniram para trabalhar no sempre temido segundo álbum. No processo, perderam o baixista Francis Poullain depois de muita confusão interna, que quase pôs fim ao conjunto. O resultado após estes tempos difíceis pode ser conferido nos trinta e cinco minutos de "One Way Ticket To Hell...And Back".

O The Darkness não perdeu a irreverência demonstrada anteriormente, principalmente em suas letras, ainda que desta vez sem a mesma inspiração, mas errou ao diminuir o peso das partes instrumentais de suas composições, que deixavam clara a forte influência do AC/DC. Até mesmo os solos não são tão enfáticos como antes, assumindo um papel quase secundário e/ou ornamental nas novas músicas.
Provavelmente a decisão de chamar o produtor Roy Thomas Baker para cuidar do CD, mundialmente reconhecido por seu trabalho no hit ‘Bohemian Rhapsody’, aproximou o The Darkness da sonoridade do Queen, da época dos discos "A Night at the Opera" e "A Day at the Races". Obviamente sem a mesma magnificência. A inserção de instrumentos de corda, de sopro, gaita de fole, sitar, piano, flauta, somadas as grandes vocalizações levadas ao extremo, similares as do citado hit do Queen, minimizaram a veia pesada no Hard Rock do grupo, acentuando as influencias herdadas de Freddie Mercury e seus companheiros. Ou seja, o The Darkness ainda continua satirizando o Rock dos anos 70, só que dessa vez uma nuança mais pomposa do estilo naquela década.
E pompa é o que não falta. É possível afirmar categoricamente que os falsetes de Justin Hawkins são os mais irritantes já gravados na história do Rock & Roll. Sim, mais enervantes que os do primeiro álbum. A prova pode ser tirada mais enfaticamente em faixas como ‘Knockers’, ‘Hazel Eyes’, ‘Girlfriend’, ‘English Country Garden’ e ‘Blind Man’. Apesar disso, o grupo conseguiu produzir canções legais e muitas de fácil assimilação.
Dentre elas, o destaque do álbum fica por conta de ‘Bald’, na qual Justin fala do pior pesadelo para um rock star com cabelos cumpridos. A conexão entre a perda da virilidade e a chegada da calvície é tratada na forma de melodrama. Essa faixa é a que mais lembra o The Darkness de "Permission to Land", principalmente no solo contagiante. Vale o CD.
De maneira geral "One Way Ticket To Hell...And Back" funciona como uma piada que vai perdendo a graça à medida que é escutada repetidas vezes.
Track list:
1. One Way Ticket
2. Knockers
3. Is It Just Me?
4. Dinner Lady Arms
5. Seemed Like A Good Idea At the Time
6. Hazel Eyes
7. Bald
8. Girlfriend
9. English Country Garden
10. Blind Man
Formação:
Justin Hawkins – vocal, guitarra, sintetizador
Dan Hawkins – guitarra
Ed Graham – bateria
Richie Edwards – baixo
Websites:
http://www.thedarknessrock.com/ - http://www.onewaytickettohellandback.com/
Warner Music - www.warnermusic.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
A música do Metallica que deixava o público entediado, segundo Kirk Hammett
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Marcelo Nova e Drake Nova lançam álbum "Onde Judas Perdeu As Botas" pela Radar Records
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
O clássico do hard rock dos anos 1980 que banda achou tão ruim que regravou
Ian Hill se afasta temporariamente do Judas Priest devido a lesão no braço
Metallica já era chamado de "vendido" nos anos 80, segundo Lars Ulrich
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
A canção do The Who que Pete Townshend achava horrível e acabou vendendo mais de 1 milhão
A banda clássica que Dave Grohl achou muito melhor que o Van Halen ao vivo
Aos 58 anos, baterista do Cannibal Corpse admite dificuldades de sair em turnê
Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
Freddie Mercury: um relato detalhado sobre as suas últimas horas
Quando Humberto Gessinger surpreendeu ao explicar que o Engenheiros não fazia rock nem pop
A banda de metal dos anos 2000 que foi elogiada por Lars Ulrich e Steve Harris

Justin Hawkins ficou surpreso com sucesso do primeiro disco do The Darkness
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



