Resenha - Firewood - Witchcraft
Por Marcos A. M. Cruz
Postado em 06 de julho de 2005
Estupefactação quádrupla!
É o mínimo que posso dizer sobre o que senti quando ouvi pela primeira vez este disco. Quer dizer, na realidade estupefacto fiquei depois de confirmar mais de uma vez que o dito cujo foi gravado agora em 2005!

A causa de meu espanto é o fato deste trabalho soar como se houvesse sido gravado no início dos anos setenta. Ok, muitas bandas Stoner também se utilizam de tais referências, porém quase sempre mescladas a elementos "modernos", diferentemente do que o WICHCRAFT apresenta neste seu segundo álbum, algo simplesmente assombroso, pois é como se os caras tivessem entrado numa máquina do tempo, viajado trinta anos no passado, gravado um disco e retornado com ele debaixo do braço!
Sim, alguns contemporâneos também conseguiram esta proeza nos últimos tempos, tais como STORM AT SUNRISE, WICKED MINDS, BLACK BONZO, SIENA ROOT, etc. Mas o que diferencia o WITCHCRAFT dos demais é que os caras não usam teclados, e suas grandes influências são coisas como PENTAGRAM, LEAF HOUND, BLACK WIDOW e outros grupos de Heavy Rock mais undergrounds, além obviamente do BLACK SABBATH no início de carreira.
Confesso que se alguém me dissesse que este se trata de algum disco perdido de alguma banda obscura da virada dos 60's para os 70's eu cairia na pegadinha feito um pato! Aliás, já peguei vários conhecidos para os quais apresentei este trabalho como sendo de uma banda sueca desconhecida daqueles tempos, e todos acreditaram...
Digo mais: se este disco fosse realmente dos 70's, eu com certeza já teria escrito uma matéria sobre a banda para minha coluna, a Hardão Setentista (alguns engraçadinhos dizem que levo a questão numérica tão a sério que só a atualizo a cada setenta meses...)
Obviamente há aqueles que vão preferir outros trabalhos dentro destas bandas retrô, tal como um amigo meu que gostou mais do WICKED MINDS, já que este lembra muito o URIAH HEEP fase David Byron. "O 'Firewood' é um disco muito cru", disse-me este amigo. Mas esta é justamente a grande sacada deste CD, que traz realmente uma atmosfera típica das gravações daqueles tempos.
Aliás, a coisa é tão absurda que há momentos onde a impressão que se têm é que os caras estavam no mesmo estúdio em que o Sabbath registrou seus primeiros três discos e, entre os intervalos, emprestavam a guitarra de Tony Iommi para fazer um som! Por sinal, uma das faixas ("Queen Of Bees"), poderia passar perfeitamente por um outtake de algum disco de Iommi & Cia, descontando o timbre de voz de Magnus, que não têm nada a ver com o de Ozzy...
Porém, antes que alguém pense que o WITCHCRAFT imita descaradamente alguma banda específica, um detalhe: a faixa mais fraquinha do disco é justamente uma releitura de "When The Screams Come" do PENTAGRAM, que aparece como uma hidden track ao final do CD, comprovando que copiar não é o lance dos caras, mas sim usar as influências daqueles tempos em suas composições próprias.
Enfim, quem procura algo novo não deve perder tempo com este CD, mas aqueles saudosistas de uma época que não vivemos e que gostem do que eu disse acima devem ao menos dar uma conferida neste trabalho. Por hora só consegui achar um MP3 de baixa qualidade de uma das faixas no StonerRock.com, e como o disco por enquanto só saiu na Europa, custa uma boa grana aqui em nosso país, infelizmente.
Mas, pelo menos para mim, vale muito à pena, pois há coisas que o dinheiro não compra, e outras onde o gastamos com prazer, ainda mais em troca de 45 minutos de boa música!
Faixas:
01. Chylde Of Fire
02. If Wishes Were Horses
03. Mr Haze
04. Wooden Cross (I Can't Wake The Dead)
05. Queen Of Bees
06. Merlin's Daughter
07. I See A Man
08. Sorrow Evoker
09. You Suffer
10. When The Screams Come (Bonus)
Total Time: 45:24
Formação:
Jonas Arnesén (drums)
John Hoyles (guitar)
Ola Henriksson (bass)
Magnus Pelander (vocals, guitars)
Website oficial: www.witchcrafthome.com.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu explica por que o Slipknot deve agradecer de joelhos a Eloy Casagrande
A canção que Renato Russo escreveu e a Legião Urbana preferiu esconder do público
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Lito Sousa, do Aviões e Músicas
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
De 40 mil para 9 mil lugares: Sepultura poderia ter evitado choque de realidade?
Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
O melhor álbum de hard rock de cada ano dos anos 2000, segundo a Loudwire
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
Angra celebra a força dos palcos em novo videoclipe de "Lisbon"
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
Os dois guitarristas britânicos que dominaram o blues, segundo Slash
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 1983 e 1985, segundo a Metal Hammer
De AC/DC a ZZ Top, os 20 melhores discos lançados em 1981, segundo a Louder
Jimmy Page relembra capa de 1973 que o fez expulsar designer da sala: "Insulto"
A música que coloca Elton John no topo do Rock in Rio 2026, segundo Estadão
A música envolvente do Ghost inspirada em serial killer enigmático que nunca foi capturado
O álbum que fez Titãs virar "Ivete Sangalo com Wesley Safadão", segundo Sérgio Britto
Bruce Dickinson assume a culpa por álbum do Maiden que foi terrivelmente mal gravado

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



