Resenha - Last Supper - Grave Digger
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 21 de junho de 2005
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Há um ditado que se aplica perfeitamente ao Grave Digger: "quanto mais velho, melhor o vinho"... Enquanto muitos conjuntos têm dificuldades em praticar ou reciclar uma mesma fórmula musical de maneira criativa, os alemães do Grave Digger se saem com freqüência muito bem com seu Heavy Metal prá lá de tradicional, como é o caso deste seu 15º álbum, o muito bom "The Last Supper".
Grave Digger - Mais Novidades
Trazendo o veterano Chris Bolthendahl (vozes), Manfred Schmidt (guitarras), Jens Becker (baixo), o esqueleto Hanz Peter (teclados) e Stefan Arnold (bateria), aqui a banda interrompeu temporariamente sua tendência em fazer álbuns conceituais de sonoridade mais sinfônica e partiu para um álbum englobando assuntos mais diversos. Porém, musicalmente, tudo o que se conhece e espera do verdadeiro power metal que consagrou o Grave Digger está neste disco.
Como já é inerente à proposta da banda, o peso e aspereza da década de oitenta vêm muito bem produzidos, com uma gravação moderna, onde se percebe os vários detalhes das composições. Em vários momentos a sonoridade do Grave Digger vem mesclada com algo do Black Sabbath oitentista e riffs à la Iron Maiden. E o principal: é sempre gratificante observar Chris fornecer seu característico toque vocal, cheio de força, e que é tão importante para a banda; é a marca registrada que a torna diferenciada das outras bandas do gênero.
Num disco onde as canções são bem elaboradas e variadas, destaca-se tranqüilamente a bela e cadenciada faixa-título, as velozes "Desert Rose" e "Divided Cross", que ao vivo funcionarão muito bem; o já citado riff meio Maiden na galopante "Soul Savior" e a não tão agressiva, porém incrível "Crucified", onde se canta de maneira mais limpa e dona de um refrão pegajoso, que mostra o quão versátil pode-se tornar sem fugir de sua linha musical.
Se você for um amante deste gênero, pode conferir "The Last Supper", sendo ainda que a versão nacional traz ainda duas faixas-bônus, "Sleepless" e "Jeepers Creepers", que não ficam devendo em absolutamente nada em relação às outras canções do CD. Não há como se decepcionar com uma banda que vem mantendo seu carisma quase intacto há mais de 20 anos, e pelo jeito não há esperanças deste fato se dissipar...
GRAVE DIGGER – The Last Supper
(2005 – Nuclear Blast / Laser Company Records)
01. Passion
02. The Last Supper
03. Desert Rose
04. Grave In The No Man's Land
05. Hell To Pay
06. Soul Savior
07. Crucified
08. Divided Cross
09. The Night Before
10. Black Widows
11. Hundred Days
12. Always And Eternally
13. Sleepless (faixa-bônus)
14. Jeepers Creepers (faixa-bônus)
Homepage: www.grave-digger.de
Outras resenhas de Last Supper - Grave Digger
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Especialista em ópera provoca fãs do Nightwish e coloca Tarja acima de Floor no canto lírico
Fernando Ribeiro cita Bolsonaro e Trump como exemplos de afastamento de Deus
As 10 bandas geniais que o metal esqueceu e não valorizou, segundo youtuber
Alissa White-Gluz descreve esforço "desafiador" de cantar no Dragonforce
5 clássicos do rock nacional que passam de 7 minutos de duração
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
A banda gigante do rock que Ritchie Blackmore disse que nunca conseguiu gostar
O músico que voltou do fundo do poço para salvar o Red Hot Chili Peppers
Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
Classic Rock: os 50 maiores álbuns de rock progressivo
Fotos de Infância: Arch Enemy
Rush: a música absurdamente difícil que eles gravaram num único take


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



