Resenha - Liquid Monster - Brainstorm
Por Clóvis Eduardo
Postado em 23 de maio de 2005
Nota: 9 ![]()
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Sendo bem objetivo, o Brainstorm é daquelas bandas que desde pequena, você já podia apostar as fichas. Não que ela já demonstrasse novidades no som, ou na maneira de compor, mas conseguia provar grande talento de fazer som como as melhores bandas do mundo. Estes cinco alemães perpetuam a mesma formação desde o cd "Ambiguity", de 2000, e desde lá, os caras só têm conseguido dar sucessivos momentos de alegria aos fãs.

"Liquid Monster" é cativante do início ao fim. O peso, a harmonia, a agressividade e a melodia são os maiores e melhores motivos para mandar milhares de e-mails para gravadoras, produtores e organizadores de shows. É esta banda alemã que o Brasil merece ver por aqui. É hora de inovar, de apostar em bandas que talvez sejam levadas apenas como secundárias.
Os riffs e versos são a parte destaque da obra. O vocalista Andy Franck canta como poucos, abusando do timbre agradável e melódico. A dosagem fica ainda mais encorpada com os vocais adicionais dos guitarristas "Todde" Ihlenfeld e "Mille" Loncaric, que além de partições no vocal, detonam nas seis cordas. Esta dupla consegue desenvolver um trabalho exemplar, no mesmo nível do álbum antecessor, Soul Temptation, de 2003. Completam o time os excelentes Andréas Mailänder no baixo e Dieter Bernert na bateria.
Creio que o vocalista que soa melódico, mas não insiste em gritos histéricos e faz cara de malvado com o microfone já ganha pontos. E é numa dessas que Andy Franck sobe no posto de uma das grandes vozes do cenário atual. A interpretação de grande valor desse sujeito é formidável para uma banda que, mesmo do lado secundário das revelações européias, pode impressionar e fazer bonito pelos palcos do mundo. Aliás, a banda só tem rasgado cera (coisa que este redator admite fazer também) pela resposta positiva do público nos shows no site oficial.
A capa é bonita, o som é ótimo e a banda tem talento. Sobram motivos para desejar ouvir cada vez mais músicas como "Worlds Are Comin' Through", "Lifeline", "Painside", "Heavenly" e "Burns My Soul". Ainda não convencido? Faça um esforço e jogue para a segunda faixa, "Inside Monster" e preste atenção naquele refrão. Duvido que você virá me dizer que não valeu a pena.
Metal Blade
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