Resenha - Symphony of Enchanted Lands Part II - Rhapsody
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 27 de fevereiro de 2005
Nota: 8 ![]()
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Lançado em 2002, "Power of the Dragonflame" encerrou a primeira trilogia que o Rhapsody se propôs a fazer. Power metal encorpado, muitas orquestrações, coros grandiosos, e tratando-se de último disco em questão, a inserção de algumas passagens em italiano dentro das músicas. Mas, "Power of the Dragonflame" seria mesmo o fim da história apresentada em todos os discos anteriores da banda? Creio que não.
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"Symphony of Enchanted Lands Part II: The Dark Secret", título da continuação do disco que melhor repercussão obteve na carreira do Rhapsody, mantém-se fiel ao que a banda veio desenvolvendo ao longo destes anos. Os coros estão aqui, as orquestrações, em maior quantidade, também. A estratégia musical dos italianos permanece intacta, nada de novidade no som, todas as mesmas fórmulas estão aqui presentes. Mas nota-se claramente o crescimento da banda, tanto dentro de sua gravadora como financeiramente falando, tanto que foi possível elaborar um disco bem melhor produzido, arranjos e orquestrações mais elaboradas. Isto mais a presença do famoso ator americano Christopher Lee, responsável pelas narrações dentro desta segunda parte de "Symphony of Enchanted Lands".
Tudo encaminhava o Rhapsody para um disco meramente razoável, é verdade. Mas, ao contrário, a banda está mais madura no quesito composição, mesmo que sem apresentar muitas novidades. Como já dito, os arranjos estão realmente mais elaborados, mas num conjunto da obra, nada que impressione os fãs de Fabio Lione e companhia.
O disco abre com a interessante "Unholy Warcry", ao meu ver, a melhor composição entre todas. "Never Forgotten Heroes", "Elgard’s Green Valleys", "The Last Angels’ Call" soam como toda e qualquer composição do Rhapsody, sem nenhuma inovação, mesmo. Isto obviamente soa maçante e cansativo, mas é inevitável dizer que o Rhapsody é muito competente sim no que se propõe a fazer, estilo que foi praticamente criado por eles. Falta mesmo uma dose de criatividade, acho que principalmente no quesito enredo/letras. Mas redundante ou não, o som é agradável, bem executado e de qualidade, mesmo tendo a mesma base de todos os discos anteriores da banda.
Ah, mas voltando às músicas... Curiosamente, "Lamento Eroico", uma balada em italiano no último disco da banda chamou muito a atenção; aqui temos "Guardiani del Destino", também em italiano, mas outro destaque absoluto dentro do disco pelos seus arranjos diferentes do habitual a se tratar de Rhapsody. "Shadows of Death" e "Nightfall on the Grey Mountains" fecham o álbum, com a nítida impressão de tudo aqui já ter sido visto (ou melhor, escutado) em outro disco do grupo...
Evolução, sim. O Rhapsody vem evoluído musicalmente falando. Boas composições em ótimas execuções é o que temos em grande destaque neste "Symphony of Enchanted Lands II: The Dark Secret". Porém, para não cair eternamente na mesmice, a banda poderia inovar um pouquinho, buscar novas influências e começar a criar músicas diferentes, criar histórias diferentes.
Track-list:
01. The Dark Secret
02. Unholy Warcry
03. Never Forgotten Heroes
04. Elgard’s Green Valleys
05. The Magic of the Wizards Dream
06. Erian’s Mystical Rhymes
07. The Last Angels’ Call
08. Dragonland’s Rivers
09. Sacred Power of Raging Winds
10. Guardiani del Destino
11. Shadows of Death
12. Nightfall on the Grey Mountains
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