Resenha - Demolished - Imperial Sodomy
Por Clóvis Eduardo
Postado em 11 de janeiro de 2005
Diamond Production – importado
A França é um país cheio de frescuras, repleto de empoadas madames sem ligar para os males que assolam a humanidade. Para quem não tem nada a ver com isso, e busca mais diversão no hostil país, é só ficar de ouvidos bem abertos. Enquanto estas chiques senhoras acompanhadas de maridos com bolsos bem recheados tomam refinados vinhos de frente para a Torre Eiffel na avenida Champs Elysée, elas nem imaginam que na mesma requintada cidade, em palcos menos produzidos do que os utilizados em concertos de violinos, a banda Imperial Sodomy faz um apocalipse sonoro bem mais atrativo aos ouvidos metálicos.

Estas formalidades existentes na cidade luz são simplesmente massacradas com o segundo trabalho de uma banda formada em 1997. Não há como definir o integrante mais destacado, pois o vocal de Mordred é urrado e vibrante, com variações entre tons guturais e rasgados, os guitarristas Bleuargh e Mordrir apresentam os riffs e solos rápidos e cortantes, o baterista Orifist é uma máquina de fazer barulho, principalmente no bumbo e ainda assim tem o baixista Blaspho que luta com maestria ao acompanhar toda esta velocidade de pancadas e riffs.
A definição mais precisa do som da banda é o brutal death metal. A proximidade com o grind lembram muito Brutal Truth e Angelcorpse. As letras são cheias de termos instigantes como "fuckings", "sodomise", "lacerate" e "destruction". Aliás, a destruição que o grupo fez neste álbum está perfeitamente mixada e audível. Os pratos ressoam sem aquele espalho que encobre os instrumentos, e os bumbos estão incríveis. Único problema foi com o encarte, que o estilo e a cor da fonte utilizada para as letras foi muito escura e são muito difíceis de ler. (O quê, você não lê as letras de cds de death metal? Então fique tentando decifrar o que o cara diz). Seria através da letra que você descobriria que a faixa Suicidation possui a palavra death repetida por 16 vezes no refrão.
E em destaque de todo o cd, cada música tem uma participação. Seja em velocidade, em técnica, em pancadaria ou musicalidade. O importante é que cada uma das 10 faixas tem muito que acrescentar no quesito "quebrar o pescoço". E para isso, ouça Disfigured Lacerator, Castrated, Mortal Unleashed, e a melhor, I Hate Humans.
Lançado em 2004, e com aproximadamente 40 minutos de ódio e culturas grindcore, o novo trabalho é parte de uma história francesa que não é contada em nenhum site de turismo. Fica aí a dica, caso esteja de passagem pela cidade luz, e o tédio tomar conta do civilizado chá, procure por shows da Imperial Sodomy, e berre as músicas de Demolished, pois são fantásticas.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
O motivo que levou Fabio Lione a quase sair do Angra em 2023, segundo Marcelo Barbosa
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
O dia que Kiko Loureiro respondeu a quem o acusou de tocar errado clássico do Megadeth
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
Blaze Bayley anuncia que não fará mais meet & greets e sessões de autógrafos gratuitas
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
"Não soa como Megadeth", diz David Ellefson sobre novo álbum de sua antiga banda
O guitarrista que recusou entrar nos Rolling Stones; "eu poderia ter feito uma fortuna"
Askmen.com: site elege as dez melhores músicas do Nirvana
A música do Dream Theater mais difícil de tocar ao vivo, segundo o baixista John Myung

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



