Resenha - Endtime Divine - Setherial
Por Sílvio Costa
Postado em 02 de setembro de 2004
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Setherial é conhecido por ter seguido o caminho inverso ao da maioria dos grupos de black metal. Antigamente, o grupo fazia um som mais cadenciado, com teclados e climas mais amenos, conforme está evidenciado em From The Ancient Times (2003). Nada disso está presente nas nove faixas deste Endtime Divine. Ainda mais brutal que Hell Eternal, o novo trabalho do quinteto sueco apresenta-se ainda mais veloz e preciso. Os riffs não embolam no meio de tanta porradaria. O resultado final é, no mínimo, desconcertante.

Embora tenha sido finalizado em 2002, só agora o grupo conseguiu lançar o seu disco. O principal problema foi a saída do grupo do seu antigo selo – o austríaco Napalm Records. Agora com um novo contrato com os suecos do Regain Records (cujo cast conta com nomes do primeiro escalão do black metal, como Marduk, Behemoth e Ragnarok) a banda pôde finalmente lançar seu novo petardo. Gravado novamente no The Abyss Studios, sob a supervisão de Tommy Tägtgren, Endtime Divine, de maneira geral, não traz grandes diferenças com relação a Hell Eternal (1999). Novamente estamos diante de uma banda que não parece preocupada em se "modernizar", incluindo elementos melódicos em seu som ou tirando o pé do acelerador. Todas as faixas possuem andamentos que beiram o impossível em termos de velocidade, sem que se perca a clareza dos riffs. A temática é bastante recorrente. Misantropia, visões de morte, suicídio são os assuntos mais comuns. Entretanto, a banda se distancia do satanismo indeciso e, por vezes, infantil de alguns grupos e não aborda temas "religiosos" com a mesma freqüência que seus pares.
Endtime Divine é um disco feito para quem não tolera misturebas no meio do black metal e, sobretudo, aprecia trabalhos em que a qualidade técnica impera e a devoção pelo metal extremo é irrestrita. Sem elementos góticos, sem sinfonias, sem vocais femininos dispensáveis. O Setherial é black metal puro e brutal, como deve ser.
Outras resenhas de Endtime Divine - Setherial
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas que formam o "Big Four" do metal oitentista, segundo o Loudwire
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
O pior músico com quem Eddie Van Halen trabalhou; "eu tinha que ensinar todas as partes"
A lenda do rock que Elvis Presley admirava: "Vamos aos fatos, não consigo cantar como ele"
Lars Ulrich, do Metallica, acha que Bon Scott é o vocalista mais legal de todos os tempos
A joia cearense que gravou um clássico do rock nos anos 1970, segundo Regis Tadeu
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
A melhor música do "Black Album", do Metallica, segundo a Metal Hammer
Nikki Sixx se arrepende de tatuagem em tributo a Mick Mars
Roland Grapow confirma show no Brasil celebrando 30 anos de "The Time of the Oath" (Helloween)
Mayara Puertas revela conversa com Angela Gossow: "Quer ir no show do Torture Squad"
A música que mudou a história do Dream Theater e a vida de Mike Portnoy
Sascha Paeth: o guitarrista alemão que se apaixonou pelo Brasil
Bruce Dickinson encontra "Dustin", de Stranger Things; "Coisas estranhas em New Jersey"
Por que as guitarras de Brian May ficaram fora do "Chinese Democracy" do Guns N' Roses
Guitarpedia: Os 10 riffs de guitarra mais complicados da história
O hit do Pink Floyd que foi última canção escrita por Roger Waters e David Gilmour juntos
O maior álbum de todos os tempos, na opinião do saudoso Ronnie James Dio


Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark



