Resenha - Decoding The Soul - Magnitude 9

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Bruno Coelho
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 7


O Magnitude 9 é uma banda americana de prog metal. Bom, pelo menos era isso que podíamos dizer até o lançamento de seu segundo álbum: "Chaos to Control". Não que este novo Decoding The Soul seja a mais inteira negação do estilo por onde o M9 navegava nos dois primeiros álbuns, mas é que agora a banda resolver incorporar mais uma influência que até então não apresentava-se tão latente: o hard rock.

Woodstock: som ruim, gente demais e cheiro de fezes e urinaMetal: as bandas e sub-gêneros mais odiados pelos metalheads

Claro que a definição que abre o primeiro parágrafo é muito limitada, já que o M9 incorpora algo do metal neoclássico e do prog rock de bandas como Dream Theater, Queensryche (Operation Mindcrime), Symphony X e, mais profundamente, do Fates Warning. Mas o que é apresentado neste novo álbum abraça com mais força os trabalhos mais glam de Yngwie Malmsteen, como o Seventh Sign, por exemplo (ou será só o meu ouvido?).

Enfim, é complicado de definir este Decoding The Soul! É o M9 mais hard e menos prog, mas obviamente ainda o M9. E os americanos mostram isso um pouco mais na faixa To Find A Reason (#4) e em New Dimension (#1) e em várias outras passagens pelo álbum. Ao contrário de algumas outras bandas que lançaram álbuns relativamente heterogêneos em termos de composição, o M9 tem em Decoding The Soul um álbum que flui na mesma correnteza o tempo todo: mid-tempo por grande parte de sua duração (a excelente faixa #6, Dead In Their Tracks, é puro speed e acorda quem estava prestes a se perguntar se este era um cd de uma faixa só), recheado de guitarras hard com um acento mais moderno e um ótimo vocalista - nada que ameace a coroa de reis como Jeff Scott Soto, Glenn Hughes, Dio ou Jorn Lande.

Afinal... Decoding The Soul é um bom álbum ou não? Sem dúvidas! A adição de elementos hard rock com mais evidência acabou dando ao M9 uma característica não muito comum a uma banda de prog e isso é um grande diferencial. Não dá mais para confundí-los com o Fates Warning! Mas a última de todas as coisas que você deve pensar é encontrar neste álbum algo mais próximo do Odyssey do Symphony X! Nem um toque de Evergrey! Nada de Pain Of Salvation! É bem mais fácil agora definir o M9 como uma banda de Hard com toques Prog do que vice-versa! Eu prefiro como era antes... mas você DEVE tirar a prova por si só! Depois me diga o que achou!

Destaques:
(#1) New Dimension
(#5) Walk Through The Fire
(#6) Dead In Their Tracks
(#9) Thirty Days Of Night




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Magnitude 9"


Woodstock: som ruim, gente demais e cheiro de fezes e urinaWoodstock
Som ruim, gente demais e cheiro de fezes e urina

Metal: as bandas e sub-gêneros mais odiados pelos metalheadsMetal
As bandas e sub-gêneros mais odiados pelos metalheads


Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

Mais matérias de Bruno Coelho no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336