Resenha - Lemuria / Sirius B - Therion
Por Rafael Carnovale
Postado em 03 de agosto de 2004
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que faria uma banda como o Therion lançar dois cd’s simultaneamente, com 21 músicas, praticamente um show completo, sabendo que a banda poderia muito bem lançar um cd simples obtendo o mesmo impacto? A resposta é: muito material... e material diversificado o suficiente para ser colocado em dois cd’s, que inicialmente serão lançados juntos, em formato "digipack", e depois passarão a ser vendidos separadamente. Seria mais uma extravagância de Christopher Johnsson e seus asseclas? Ou de fato a banda entrou numa onda criativa tão forte que não havia como evitar o duplo lançamento.

Ouvindo "Lemuria" podemos concluir que o Therion em parte teve uma crise de saudosismo e voltou em parte ao seu passado death, antes de lançar o aclamado "Theli". "Typhon" é pura porradaria, com os elementos clássicos de sempre, mas com as guitarras em evidência total. Os vocais guturais se misturam perfeitamente ao lírico. O mesmo acontece em "Uthark Runa" (com sua levada super cadenciada) e na fantástica "Three Ships of Berik" (dividida em 2 partes: uma mais épica e outra mais agressiva, como se fosse uma batalha medieval... coisa que Joey De Mayo gostaria de ter composto). Há espaço para belas baladas (aonde os vocais líricos dão show) como "Lemuria" e "Feuer Overt re" e músicas mais agressivas como "Abraxas" (quase um heavy oitentista), além da primorosa "The Dreams of Swedenborg", que com sua levada complexa, se torna a melhor do cd. Ainda é o Therion de sempre, mas esse peso adicional com certeza surpreendeu.
Já "Sirius B" é o Therion indo cada vez mais fundo na proposta inicial de retorno as origens, só que com maior e mais constante presença das orquestrações, mas mesmo assim ainda soando extremamente brutal. "Blood of Kings" e "Son of the Sun" (com uma pegada gótica) abrem o cd com peso e agressividade, com vocais rasgados e potentes alternados a vozes femininas suaves e tocantes. "The Khlysti Evangelist" mantém o nível, seguida pela melhor dos dois cd’s, "Dark Venus Persephone", aonde o Therion death e o Therion orquestrado se fundem num só na perfeição total. Outros grandes momentos podem ser encontrados nas duas partes da suíte "Koli Yuga" (peso e orquestração na medida certa") e na quase hard "Melek Taus", além das suaves "Call of Dugon" e "Sirius B" (aonde as orquestrações se sobressaem). Nitidamente um grande cd, trazendo o Therion de sempre, só que mais pesado. Falar que a banda é competente chega a ser redundante diante do que ouvimos nos dois cd’s.
De fato os dois cd’s possuem esta característica em comum: são extremamente pesados, porém "Lemuria" deixa esse peso se sobressair, enquanto que "Sirius B" é mais ligado ao estilo tradicional do Therion. Dois grandes lançamentos, que não competem entre si, fazendo com que o ouvinte fique com uma dúvida cruel: "Qual vou comprar primeiro?".
Site Oficial: http://www.nuclearblast.de
Material Cedido Por:
Nuclear Blast Brasil/Paradoxx Música
Http://www.nuclearblast.de
Http://www.paradoxx.com.br
São Paulo (SP)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
Judas Priest fará turnê sul-americana em 2027, segundo o Summa Inferno
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
Jim Root diz que não tem nada a ver com inclusão de Marilyn Manson em tour do Slipknot
Nicko McBrain relembra o dia em que ficou alucinado e confundiu ônibus com elefante
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
As quatro bandas que fizeram a cabeça de Cronos, o vocalista do Venom
A banda inglesa que abriu caminho nos EUA antes de Def Leppard e Iron Maiden
Mötley Crüe emplaca primeira música no Clube do Bilhão do Spotify
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
Os curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão
Glenn Hughes conta a cômica história da sessão espírita com Ritchie Blackmore
O grupo que foi considerado um dos "mestres do Metal" por Steve Harris
Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
Cinco bandas que começaram no death metal e depois viraram outra coisa
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



