Resenha - You are Here - UFO
Por Daniel Dutra
Postado em 29 de julho de 2004
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Agora sim o UFO não corre mais o risco de ter de cancelar turnês porque Michael Schenker, de uma hora para outra, resolveu abandonar o barco ou simplesmente sumir. O temperamental guitarrista abriu mão do contrato em que a banda inglesa só poderia gravar e lançar discos se ele e o vocalista Phil Mogg estivessem na formação. Assim, Vinnie Moore foi convidado para ocupar o posto de Schenker, o tecladista/guitarrista Paul Raymond voltou ao grupo e Jason Bonham interrompeu o rodízio constante de bateristas desde a saída de Andy Parker - passaram pelo posto Simon Wright (Dio, ex-AC/DC), Jeff Martin (ex-Badlands) e Aynsley Dunbar.

You are Here não tem o brilho de álbuns como Lights Out, Force it e Phenomenon, mas nenhum problema até aí. Covenant e Sharks, os trabalhos anteriores, também não eram brilhantes. No fim das contas, estamos diantes de um bom disco, principalmente uma boa demonstração do que é o UFO, um dos grupos mais bacanas do heavy rock. Basta ouvir When Daylight Goes to Town, Give it Up e The Spark That is Us, que mantêm intactas as características da banda e têm como destaque o vocal inconfundível de Mogg.
É possível apontar ótimas canções (Sympathy, mais lenta e com um refrão forte) ao lado daquelas que não acrescentam muito, como Call Me e Jello Man, que têm refrãos cansativos, e The Wild One, valendo nesta uma passagem acústica e um belo solo. Aliás, chegamos ao destaque do CD: sem tentar soar como Schenker em nenhum momento, Moore manteve seu estilo e, melhor ainda, mostrou que aprendeu a ser econômico. Ao mesmo em que não se priva de mostrar sua técnica apurada, o guitarrista encaixa tudo da maneira certa e no momento exato.
Ao violão, faz bonito em Slipping Away e Baby Blue, duas canções com um acento mais pop e muito agradável. Plugado, é responsável por excelentes solos, seja um arrasador (Mr. Freeze, com ótimos momentos instrumentais) ou outro belíssimo (Swallow, faixa com um quê de Led Zeppelin). Além disso, a veia mais fusion de Moore aparece na melhor música do disco, a excelente Black Cold Coffe, que não à toa exige mais de Bonham, um ótimo batera, e até mesmo do baixista Pete Way. Tudo com um solo espetacular do guitarrista, mostrando influência direta de Steve Morse (Deep Purpe).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
Dave Mustaine não queria que Megadeth encerrasse atividades, mas reconhece dificuldades
A música do Black Sabbath que Ozzy Osbourne preferia que nunca tivesse sido gravada
As músicas de metal favoritas de James Hetfield, frontman do Metallica
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
O último mal-estar de Ozzy Osbourne junto ao Black Sabbath
O que Renato Russo quis dizer com a enigmática expressão "Metal Contra As Nuvens"
O guitarrista que Brian May diz ter inventado "um gênero inteiro" a partir do zero
Os 10 melhores álbuns do metal em 2025, segundo Emanuel Seagal
Skid Row deve anunciar novo vocalista ainda este ano, revela Rachel Bolan
Regis Tadeu diz que Sepultura não tinha obrigação nenhuma de dar força ao metal brasileiro
Matt Sorum: ex-baterista do Guns N' Roses conta porque não deseja voltar à banda
O psicológico significado de "Menina Veneno" de Ritchie, inspirado em conceito de Carl Jung


A banda que fez George Martin desistir do heavy metal; "um choque de culturas"
A banda de rock clássico que é gigante e nunca fez sucesso nos EUA (e o motivo por trás)
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



