Resenha - You are Here - UFO

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Por Daniel Dutra
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Nota: 8


Agora sim o UFO não corre mais o risco de ter de cancelar turnês porque Michael Schenker, de uma hora para outra, resolveu abandonar o barco ou simplesmente sumir. O temperamental guitarrista abriu mão do contrato em que a banda inglesa só poderia gravar e lançar discos se ele e o vocalista Phil Mogg estivessem na formação. Assim, Vinnie Moore foi convidado para ocupar o posto de Schenker, o tecladista/guitarrista Paul Raymond voltou ao grupo e Jason Bonham interrompeu o rodízio constante de bateristas desde a saída de Andy Parker - passaram pelo posto Simon Wright (Dio, ex-AC/DC), Jeff Martin (ex-Badlands) e Aynsley Dunbar.

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You are Here não tem o brilho de álbuns como Lights Out, Force it e Phenomenon, mas nenhum problema até aí. Covenant e Sharks, os trabalhos anteriores, também não eram brilhantes. No fim das contas, estamos diantes de um bom disco, principalmente uma boa demonstração do que é o UFO, um dos grupos mais bacanas do heavy rock. Basta ouvir When Daylight Goes to Town, Give it Up e The Spark That is Us, que mantêm intactas as características da banda e têm como destaque o vocal inconfundível de Mogg.

É possível apontar ótimas canções (Sympathy, mais lenta e com um refrão forte) ao lado daquelas que não acrescentam muito, como Call Me e Jello Man, que têm refrãos cansativos, e The Wild One, valendo nesta uma passagem acústica e um belo solo. Aliás, chegamos ao destaque do CD: sem tentar soar como Schenker em nenhum momento, Moore manteve seu estilo e, melhor ainda, mostrou que aprendeu a ser econômico. Ao mesmo em que não se priva de mostrar sua técnica apurada, o guitarrista encaixa tudo da maneira certa e no momento exato.

Ao violão, faz bonito em Slipping Away e Baby Blue, duas canções com um acento mais pop e muito agradável. Plugado, é responsável por excelentes solos, seja um arrasador (Mr. Freeze, com ótimos momentos instrumentais) ou outro belíssimo (Swallow, faixa com um quê de Led Zeppelin). Além disso, a veia mais fusion de Moore aparece na melhor música do disco, a excelente Black Cold Coffe, que não à toa exige mais de Bonham, um ótimo batera, e até mesmo do baixista Pete Way. Tudo com um solo espetacular do guitarrista, mostrando influência direta de Steve Morse (Deep Purpe).


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