Resenha - You are Here - UFO
Por Daniel Dutra
Postado em 29 de julho de 2004
Nota: 8 ![]()
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Agora sim o UFO não corre mais o risco de ter de cancelar turnês porque Michael Schenker, de uma hora para outra, resolveu abandonar o barco ou simplesmente sumir. O temperamental guitarrista abriu mão do contrato em que a banda inglesa só poderia gravar e lançar discos se ele e o vocalista Phil Mogg estivessem na formação. Assim, Vinnie Moore foi convidado para ocupar o posto de Schenker, o tecladista/guitarrista Paul Raymond voltou ao grupo e Jason Bonham interrompeu o rodízio constante de bateristas desde a saída de Andy Parker - passaram pelo posto Simon Wright (Dio, ex-AC/DC), Jeff Martin (ex-Badlands) e Aynsley Dunbar.

You are Here não tem o brilho de álbuns como Lights Out, Force it e Phenomenon, mas nenhum problema até aí. Covenant e Sharks, os trabalhos anteriores, também não eram brilhantes. No fim das contas, estamos diantes de um bom disco, principalmente uma boa demonstração do que é o UFO, um dos grupos mais bacanas do heavy rock. Basta ouvir When Daylight Goes to Town, Give it Up e The Spark That is Us, que mantêm intactas as características da banda e têm como destaque o vocal inconfundível de Mogg.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
É possível apontar ótimas canções (Sympathy, mais lenta e com um refrão forte) ao lado daquelas que não acrescentam muito, como Call Me e Jello Man, que têm refrãos cansativos, e The Wild One, valendo nesta uma passagem acústica e um belo solo. Aliás, chegamos ao destaque do CD: sem tentar soar como Schenker em nenhum momento, Moore manteve seu estilo e, melhor ainda, mostrou que aprendeu a ser econômico. Ao mesmo em que não se priva de mostrar sua técnica apurada, o guitarrista encaixa tudo da maneira certa e no momento exato.
Ao violão, faz bonito em Slipping Away e Baby Blue, duas canções com um acento mais pop e muito agradável. Plugado, é responsável por excelentes solos, seja um arrasador (Mr. Freeze, com ótimos momentos instrumentais) ou outro belíssimo (Swallow, faixa com um quê de Led Zeppelin). Além disso, a veia mais fusion de Moore aparece na melhor música do disco, a excelente Black Cold Coffe, que não à toa exige mais de Bonham, um ótimo batera, e até mesmo do baixista Pete Way. Tudo com um solo espetacular do guitarrista, mostrando influência direta de Steve Morse (Deep Purpe).
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