Por que rock ficou pra trás e não está na mídia igual outros estilos, segundo Marcos Kleine
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de maio de 2023
O rock não é o estilo mais popular hoje em dia e basta ver as listas de artistas mais reproduzidos no Spotify para constatar isso. Mas por que será que isso acontece?
Ultraje A Rigor - Mais Novidades
Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, Marcos Kleine, guitarrista do Ultraje a Rigor, comentou sobre esse assunto.
O rock hoje em dia não está na crista da onda da mídia. Como você vê o cenário atual do rock no Brasil?
"Eu não tenho a resposta perfeita, mas acho que existem diversos fatores. O rock perdeu a identidade um pouco. Ele foi muito para o lado de a produção musical ficar acima do que os artistas estão pensando. Outro fator é que a música hoje em dia está relacionada a um rolê. O cara vai no show do sertanejo pelo combo: vai ter mulher e aquela atmosfera.
A música vira um acessório para unir as pessoas. Antes, você ia no show para ver o cara tocar. Queríamos ver como era ao vivo a música. Era pela banda e pela pegada, letra e atitude. O mundo mudou e o rock não acompanhou isso do rolê. Você vai no show do rock para ver a banda e ir embora. Nos outros estilos, existem mais atrativos".
Tipo o show do Coldplay, né?
"Isso. Eles fizeram sete shows no Morumbi! Eles estão ligados que o rolê é outro hoje em dia. Obviamente, a democratização da música nos streamings tornou a coisa meio confusa. Para você fazer uma seleção musical é mais difícil. Qual banda é boa? Isso as gravadoras foram legais, elas filtravam muito. Se você pega as bandas icônicas de gravadoras antigas, elas realmente eram fodas. Acaba desanimando as próprias bandas.
Vira uma troca de energia errada. Tem muita banda boa, mas eles tocam em boteco e não ganham grana. Aí, acabam, mas se tivesse um impulso seria diferente. A rádio e a novela não têm o mesmo peso também. Tudo mudou e o rock ficou meio para trás nesse sentido midiático. Ninguém sabe muito o que fazer.
Pode ser que o rock volte, precisamos de uns craques aparecendo. Li outra vez que os produtores estão usando a técnica dos sete segundos. A cada sete segundos alguma coisa tem que acontecer na música para prender a atenção da galera. Todos são muito dispersos. O cara está tocando guitarra e tem o WhatsApp e tudo mais. É fácil sair do foco".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Black Label Society confirma shows no Brasil e apresentação exclusiva do Zakk Sabbath
A banda que Jack Black diz que destruiu o rock por ser grande demais
A única banda que uma criança precisa ouvir para aprender rock, segundo Dave Grohl
Ela é vigária, grava com o Dragonforce e quer o Iron Maiden tocando em sua igreja
Joe Lynn Turner conta como foi se livrar da peruca aos 70 anos
O guitarrista "bom demais" para ter hit, segundo Blackmore; "jeito muito especial de tocar"
Angra confirma mais um show da turnê de 30 anos de "Holy Land", agora em Belo Horizonte
O álbum que quase enterrou o Black Sabbath, até que Ozzy voltou e salvou a banda
Ferraris, Jaguars e centenas de guitarras: quando astros do rock transformaram obsessões em estilo
Álbum perdido do Slipknot ganha data de lançamento oficial
Geddy Lee ficou enojado com bateristas se oferecendo ao Rush após morte de Neil Peart
A curiosa origem do nome artístico de Rafael Bittencourt, segundo o próprio
A atual opinião de Tarja Turunen sobre turnê de reunião com Nightwish e Marko Hietala
Saturnus confirma primeiro show no Brasil; banda tem disco inspirado em Paulo Coelho
Com ex-membros do Evanescence, We Are the Fallen quer retomar atividades
Como foi tocar com Ultraje em Goiânia logo após acidente com Césio-137, segundo Roger
Quando Lulu Santos deu uma de Ultraje a Rigor e tomou censura federal na cara
Roger conta como mídia manipulou para jogar Ultraje a Rigor contra Blitz nos anos 1980


