Resenha - Prayer - Metal Jam

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Por Fernando De Santis
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Nota: 8


Enquanto muitas bandas novas acabam correndo atrás dos estilos em alta, como o metal melódico, por exemplo, outras procuram traçar seu caminho fazendo um som mais complexo e menos popular. A banda santista Metal Jam, fazendo um metal progressivo competente, coloca no mercado seu primeiro álbum: "The Prayer".

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Formado por Luiz Oliveira (guitarra), Adolfo Mendonça (teclado e sfx), Igor França (baixo), Fabio Almeida (vocal) e Fernando Marques (bateria), o Metal Jam faz um metal progressivo desses com quebras de andamento, solos ultravirtuosos, composições bem trabalhadas, enfim, prato cheio para os fãs do estilo. "The Prayer", o primeiro disco da banda, é conceitual e conta a história de um amor impuro, que um homem sente por sua irmã (!!!). O disco foi muito bem produzido por Zuzo Moussawer (que aliás, é conhecido também por ser um baixista singular). A faixa de abertura, "Illusions" tem aproximadamente um minuto e meio e seus versos são cantados por Raquel Costa Matheus. "Dark Omen" vem na seqüência, com um riff de abertura bem pesado, mas deixando a música cadenciada após a introdução. O vocal de Fabio Almeida é muito versátil, mudando de características rapidamente, ficando mais rasgado ou às vezes mais melódico, sem comprometer em nenhum dos casos. Os teclados são muito evidentes nas composições do Metal Jam, criando climas mais sombrios, às vezes fazendo um background, preenchendo o som, ou então surpreendendo com solos virtuosos. Um ótimo trabalho de Adolfo Mendonça. "Loneliness" é uma belíssima balada de pouco mais de três minutos, com violão e um belo dueto de vozes entre Fábio e Raquel.

"Innocence", um dos destaques, é uma composição mais pesada, com muitas interferências de teclados, mudanças de andamentos e mais uma vez show a parte de Fabio, mostrando mais uma de suas "faces" como vocalista. Porém ápice do disco fica por conta da faixa-título, "The Prayer", com coros, riffs no estilão power metal, baixo ultra-pesado, bateria trampada e um refrão pra lá de inspirado, que gruda na cabeça e demora a sair. "Cancer Kills" (instrumental) é aquela típica composição que demonstra o domínio dos músicos sobre os instrumentos. Todos têm pelo menos um solo e chutam o pau da barraca (no bom sentido). Mais uma vez rolam as tradicionais quebras de andamentos, o solo de baixo de Igor França é empolgante e Luiz Oliveira mostra todo seu virtuosismo nas seis cordas. A épica "Regrets and Insanity (Echoes)", de mais de onze minutos fecha o álbum com o tradicional adjetivo de "chave de ouro".

Com uma produção impecável, o Metal Jam aposta alto tendo cartas nas mangas. É mais uma banda brasileira que não deixa nada a desejar em relação às bandas do exterior. Músicos competentes e composições perfeitas, enfim, tem tudo para cair no gosto do público que curte o metal progressivo. Vale muito a pena conferir!

Website: http://www.metaljan.net
Contatos: adolfo@iron.com.br




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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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