Resenha - Sad Wings Of Destiny - Judas Priest

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Por Bruno Sanchez
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(Gull/Paradoxx – 1976)

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Matéria originalmente publicada no site
Delfos - Diversão e cultura.

É unânime afirmar que o Judas Priest é uma das bandas mais importantes do Heavy Metal e, com certeza, uma das precursoras do gênero mas, na verdade, grande parte das pessoas só conhece a fase "anos 80" do Judas e se esquece de que eles começaram bem antes (em 1969 para ser mais exato), sendo que seus primeiros trabalhos já traziam tudo o que viria a se tornar clichê no gênero uma década depois.

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Em seu primeiro trabalho, chamado Rocka Rolla (1974), a banda ainda estava amadurecendo seu estilo e ainda seguia as tendências dos medalhões da época (Sabbath, Purple e Zeppelin), inclusive no vestuário da banda (nada de couro, braceletes e tachinhas até então). Além disso, pode-se dizer que eles não souberam aproveitar muito bem a idéia das duas guitarras já que Glenn Tipton havia entrado no grupo poucas semanas antes da gravação quando as músicas já estavam praticamente prontas.

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Já em seu segundo trabalho, Sad Wings of Destiny, lançado dois anos depois, o Judas Priest deu um verdadeiro salto em qualidade, inovação, técnica e definiu para sempre o que seria o Heavy Metal.

As grandes mudanças são visíveis logo de cara: a capa com o anjo caído envolto nas chamas do inferno é considerada uma das mais bonitas e sinistras da história e causa polêmica até hoje. Falando das músicas em si, o disco já abre simplesmente com um dos maiores clássicos do Priest e do gênero, com presença garantida na maior parte de seus shows: Victim of Changes, que tem todos os fatores que consagraram a banda: um belíssimo dueto de guitarras, solos diretos e bem construídos, Rob Halford cantando notas absurdamente altas, uma linha de baixo galopante que acompanha o riff principal, a bateria com marcação constante e um excelente trabalho nos bumbos, além de uma virada fantástica na metade de sua duração que transforma um Heavy Metal alegre em um Doom Metal muito parecido com a música Black Sabbath (adivinhem de quem?). E essa ainda é só a primeira música, tem mais oito pela frente, uma melhor que a outra.

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Existem, no entanto, mais três músicas que se destacam por definirem o que seria o Power Metal da década seguinte: Tyrant, Genocide e The Ripper; todas com riffs e letras marcantes, tocadas ao vivo até hoje e foram coverizadas por inúmeras bandas que beberam na fonte (e que fonte, diga-se...). A grande verdade é que o Judas, após o lançamento de seu primeiro trabalho, não se conformou em ficar estagnado na mesmice do Heavy Metal de então, e soube buscar sua própria identidade, gerando uma evolução (leia-se revolução) sem precedentes e alavancando toda a geração que estava para aparecer em terras britânicas (a NWOBHM). O parto dessa nova geração pode ter acontecido apenas alguns anos depois, mas o embrião foi fecundado com o Sad Wings of Destiny.

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Se hoje você ouve o bom e velho Metal, saiba que muito se deve a esse lançamento em 1976, portanto, corra já atrás do seu.


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Sobre Bruno Sanchez

Paulistano, 26 anos, Administrador de Empresas e amante de História. Bruno é colaborador do Whiplash! desde 2003, mas seus textos e resenhas já constavam na parte de usuários em 1998. Foi levado ao Rock e Metal pelos seus pais através de Beatles, Byrds e Animals. Com o tempo, descobriu o Metallica ainda nos anos 80 e sua vida nunca mais foi a mesma. Suas bandas preferidas são Beatles, Metallica, Iron Maiden, Judas Priest, Slayer, Venom, Cream, Blind Guardian e Gamma Ray.

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