Resenha - A Crow Left Of The Murder - Incubus
Por Thiago Augusto
Postado em 26 de abril de 2004
Após três anos de espera, os fãs de Incubus puseram as mãos em um novo trabalho de estúdio da banda.
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Embora sejam pouco conhecidos no Brasil, o Incubus faz um sucesso relativo nos EUA, misturando diversos elementos (como funk e jazz, por exemplo) ao bom e velho rock and roll.
No começo da carreira, o Incubus tinha um estilo mais aproximado do Red Hot Chili Peppers no disco Blood Sugar Sex Magik, de 1991. Porém, a cada disco a banda foi adquirindo uma personalidade diferenciada (embora os primeiros álbuns sejam ótimos).
Alguns fãs torceram o nariz para Morning View (trabalho anterior ao novo lançamento), pois a banda apresentou uma considerável perda de peso e da 'pegada' dos outros álbuns. Mas "A Crow Left Of The Murder" é o perfeito equilíbrio da carreira da banda.
Vamos ao review faixa a faixa:
01. Megalomaniac (4:54) - Além de ser a faixa de abertura, é o primeiro single deste álbum. É uma boa música, apresenta um peso relativo e um ritmo bem cadenciado. A letra, altamente política, critica os governantes 'megalomaníacos' do mundo.
02. A Crow Left Of The Murder (3:30) - A faixa título apresenta uma levada bem original, com a bateria bem trabalhada. Os vocais de Brandon Boyd estão muito bem trabalhados.
03. Agoraphobia (3:52) - Faixa bem rock-pop, com uma letra bem original sobre agorafobia (medo de lugares abertos - contrário de claustrofobia). O refrão chama bem a atenção.
04. Talk Shows On Mute (3:49) - Segundo single deste trabalho. A música tem uma levada semelhante à anterior, mas talvez seja mais interessante. A letra, novamente original, foi inspirada no livro 1984.
05. Beware! Criminal (3:48) - Música bem equilibrada, misturando partes mais calmas com um refrão explosivo. Destaque para os vocais de Boyd e para a guitarra muito bem trabalhada de Mike.
06. Sick Sad Little World (6:23) - Talvez a melhor faixa do álbum. É quase uma intermediária entre o Incubus do disco S.C.I.E.N.C.E. (1997) e Make Yourself (1999). Apresenta a energia do primeiro e o cuidado do segundo. Destaque para o solo de guitarra de Mike.
07. Pistola (4:23) - Outra faixa que nos remete ao S.C.I.E.N.C.E.. Possui um ritmo mais acelerado, com bastante ênfase no DJ e nos vocais de Boyd. Um dos destaques do álbum.
08. Southern Girl (3:41) - Ótima balada, onde Boyd mostra sua habilidade para tratar de temas extremamente abordados de maneira original. A cadência dos acordes chama a atenção.
09. Priceless (4:07) - Faixa bem agitada, que mais uma vez parece ter saído do S.C.I.E.N.C.E.. Chama bem a atenção pela complexidade da estrutura e pelo refrão marcante.
10. Zee Deveel (3:52) - Totalmente original. O ritmo lembra um pouco às velhas músicas circenses, mas sem perder a personalidade. Chama a atenção.
11. Made For TV Movie (3:38) - Uma quase balada que apresenta, mais uma vez, um refrão bem marcante. Os backing vocals são bem trabalhados aqui, além do impecável vocal de Boyd.
12. Smile Lines (3:59) - Música bem agitada, com pausas bem interessantes, que destacam ainda mais o vocal. Destaque também para o novo baixista, Ben Kenney.
13. Here In My Room (4:20) - Balada pseudo-romântica. O piano nesta música dá um clima bem diferente do habitual das músicas do Incubus. A letra fala sobre sexo casual com uma incrível originalidade.
14. Leech (4:19) - A faixa que encerra o álbum é um rock de extrema qualidade, com um ritmo muito bem trabalhado, além do refrão marcante.
Enfim, este álbum é um prato cheio para fãs de música em geral. Recomendadíssimo.
Incubus:
Brandon Boyd - Vocal
Mike Einziger - Guitarra
Ben Kenney - Baixo
Chris Kilmore - DJ
Joe Pasillias - Bateria
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