Resenha - A Crow Left Of The Murder - Incubus

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Por Raphael Crespo
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Texto originalmente publicado no

JB Online e no Blog Reviews & Textos.

Em meio à mesmice do new metal, a banda americana Incubus, erroneamente incluída nessa seara, consegue um lugar de destaque, apresentando uma qualidade que a maioria das bandas do estilo não possuem: criatividade. Fugindo da mistura de rap, música eletrônico-industrial e metal, o Incubus chega a seu sétimo álbum de estúdio, A crow left of the murder, menos pesado que nos anteriores, mas definitivamente mais interessante.

Criado em São Francisco, na metade da década de 90, o Incubus apareceu na onda do sucesso de bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith No More, porém mais pesado e com identidade própria. Pouco conhecida no Brasil, a banda já vendeu milhões de discos, principalmente nos EUA. Não tantos milhões quanto Limp Bizkit e Linkin Park, bandas com um milésimo da qualidade do Incubus, que vai estar meio deslocado no dia do metal (4 de junho) do Rock in Rio Lisboa, ao lado de Sepultura, Metallica, Slipknot e Moonspell.

O som tem alguns toques do cansativo new metal, mas não pode ser classificado como tal. Para começo e fim de conversa, as músicas têm melodia, boas letras e peso na medida certa, em vez dos gritos desnecessários, entremeados por batidas de rap e guitarras excedendo o limite da afinação grave. O vocalista Brandon Boyd é ótimo e realmente sabe cantar, o que acaba rendendo grandes momentos, assim como as linhas de baixo, assinadas por Ben Kenney, compondo a cozinha com o baterista Jose Pasillas, e as guitarras de Mike Einziger. As intervenções do DJ Chris Kilmore dão o tom moderno ao som.

Megalomaniac, música de trabalho, estourada nos EUA, abre o CD de forma empolgante e pesada. Em seguida vem a faixa-título, mantendo o ritmo, antes da quase pop Agoraphobia, que tem um refrão delicioso. Entre outros destaques estão a faixa Sick sad little world - a mais longa (6:23), com viagens instrumentais no meio, que vão do funk ao jazz - e a melódica Here in my room, uma bela ''quase balada''.


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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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