Resenha - A Crow Left Of The Murder - Incubus
Por Raphael Crespo
Postado em 04 de abril de 2004
Texto originalmente publicado no
JB Online e no Blog Reviews & Textos.
Em meio à mesmice do new metal, a banda americana Incubus, erroneamente incluída nessa seara, consegue um lugar de destaque, apresentando uma qualidade que a maioria das bandas do estilo não possuem: criatividade. Fugindo da mistura de rap, música eletrônico-industrial e metal, o Incubus chega a seu sétimo álbum de estúdio, A crow left of the murder, menos pesado que nos anteriores, mas definitivamente mais interessante.

Criado em São Francisco, na metade da década de 90, o Incubus apareceu na onda do sucesso de bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith No More, porém mais pesado e com identidade própria. Pouco conhecida no Brasil, a banda já vendeu milhões de discos, principalmente nos EUA. Não tantos milhões quanto Limp Bizkit e Linkin Park, bandas com um milésimo da qualidade do Incubus, que vai estar meio deslocado no dia do metal (4 de junho) do Rock in Rio Lisboa, ao lado de Sepultura, Metallica, Slipknot e Moonspell.
O som tem alguns toques do cansativo new metal, mas não pode ser classificado como tal. Para começo e fim de conversa, as músicas têm melodia, boas letras e peso na medida certa, em vez dos gritos desnecessários, entremeados por batidas de rap e guitarras excedendo o limite da afinação grave. O vocalista Brandon Boyd é ótimo e realmente sabe cantar, o que acaba rendendo grandes momentos, assim como as linhas de baixo, assinadas por Ben Kenney, compondo a cozinha com o baterista Jose Pasillas, e as guitarras de Mike Einziger. As intervenções do DJ Chris Kilmore dão o tom moderno ao som.
Megalomaniac, música de trabalho, estourada nos EUA, abre o CD de forma empolgante e pesada. Em seguida vem a faixa-título, mantendo o ritmo, antes da quase pop Agoraphobia, que tem um refrão delicioso. Entre outros destaques estão a faixa Sick sad little world - a mais longa (6:23), com viagens instrumentais no meio, que vão do funk ao jazz - e a melódica Here in my room, uma bela ''quase balada''.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
"Provavelmente demos um tiro no próprio pé" diz Rich Robinson, sobre o Black Crowes
Alissa White-Gluz fala sobre "Black Widow's Web" do Angra e reação ao conhecer Sandy
Produção do Bangers Open Air conta como festival se adaptou aos headbangers quarentões
O álbum do Testament onde os vocais melódicos de Chuck Billy não funcionaram
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Guns N' Roses ensaia hit não tocado há 35 anos e fãs criam expectativa para shows no Brasil
As bandas que Steve Howe recusou antes de se juntar ao Yes
O álbum de rock rural que mistura candomblé e umbanda que Regis Tadeu adora
O exagero de John Bonham que Neil Peart não curtia; "Ok, já chega!"
Ouça o single punk gravado por Dave Murray antes do sucesso com o Iron Maiden
Hair Metal: Os maiores cabelos da história do rock pesado
King Diamond conta o que comprou com a grana que ganhou do Metallica
Pra discutir: os 100 melhores discos de rock progressivo de todos os tempos


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
Legião Urbana: O discurso de tristeza e morte no álbum A Tempestade



