Resenha - Beck-Ola - Jeff Beck

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Por Ricardo
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Que Jeff Beck é reconhecido por seu experimentalismo, ousadia, teimosia, ego inflado, genialidade e por ser um encrenqueiro de primeira, não é novidade pra ninguém. Hoje ele enfrenta a crise da modernidade e lança trabalhos que não condizem com sua qualidade como compositor e sua verdadeira faceta de gênio musical.
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Mas deixando isso de lado, vamos voltar a 1969, quando o Jeff Beck Group estava lançando, com Rod Stewart nos vocais e Ron Wood no baixo, uma de suas mais maravilhosas obras, e um dos muitos marcos deixados na história por Beck e sua trupe. O segundo disco do grupo, Beck-Ola é realmente maravilhoso, assim como o primeiro, Truth. Bons tempos em que Beck arrebentava e fazia todos se deliciarem com suas ousadias na Strato. O lema para se apreciar Jeff era muito simples: espere o inesperado. Sempre temperando seu som com os mais diversos tipos de sons e riffs, Jeff gostava de reinventar tudo, e vivia reescrevendo as regras do blues a sua maneira peculiar e geniosa.

O disco já começa quebrando tudo com a excelente versão do eterno rei Elvis para "All Shook Up". Repare nos vocais agudos e rasgados de Rod Stewart e nos riffs geniosos de Beck que rompiam com as estruturas e dava um novo tratamento ao rock n' roll na época. Simplesmente sensacional, Beck é um gênio, somente comparado com Jimi Hendrix, outro verdadeiro gênio do instrumento. A seguir, a bolacha continua com um riff pesado para a época e mais riffs e solos matadores de Beck na excelente "Spanish Boots", tudo temperado com um instrumental fora de série.

A seguir, a maravilhosa "Girl From Mill Valley", com seu instrumental impecável dá o toque jazzístico no disco, com seu maravilhoso piano. A seguir, os caras quebram tudo novamente com outra cover do rei Elvis, "Jailhouse Rock", onde Beck brilha com seus riffs fantásticos, podendo ser comparados somente com a genialidade de um Hendrix, ambos dois monstros da guitarra na época.

A seguir o genial blues "Plynth (Water Down The Drain)", com um arranjo de tirar o fôlego e uma guitarra matadora e com muito feeling de El Becko. Ah, se Beck tivesse imortalizado seu legado somente por esses trabalhos geniais, até o Beckology, ao invés de querer virar clubber anos depois! É só uma opinião, mas é somente por isso que considero Hendrix maior do que Beck, apesar de ambos serem geniais.

A bolacha segue com mais um blues, "The Hangman's Knee", excelente arranjo da banda, e mais uma vez com uma guitarra genial e viajante.

O disco termina com a porrada "Rice Pudding". Uma curiosidade é que Hendrix chupou os riffs dessa música de Beck. É só compará-la com "In From The Storm" de Hendrix, para ver a chupação de riffs no final da música. Claro que não condeno Hendrix por isso, afinal de contas ele e Beck se equiparam em genialidade, mas é evidente a referência.

Resumindo, um disco genial e histórico, de cabeceira mesmo, do JBG que estava no ápice de sua fama e criatividade. Obrigatório para todos aqueles que querem descobrir os grandes gênios da guitarra de todos os tempos, em particular esse grande gênio que influenciou várias gerações de guitarristas e continua influenciando.

Esperamos sinceramente que Jeff, mesmo já sendo um Sr. nos dias de hoje, possa voltar a fazer grandes criações como essa e deixar esse lance techno e hip-hop horroroso de lado.

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