Resenha - Diary in Black - Rawhead Rexx
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 24 de fevereiro de 2004
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A banda alemã Rawhead Rexx aportou na Europa (e no Brasil também) em 2001, quando lançou o seu primeiro disco, que levava o título de "Rawhead Rexx". A banda chamou tanto a atenção pela capa do material extremamente chamativa e bem feita como pelo o estilo do conjunto em trabalhar de forma direta e contagiante – dentro do power metal melódico – unindo momentos para lá de agressivos e outros puramente heavy tradicional. Agora em 2004 a gravadora deles aqui no Brasil, a Rock Brigade Records está soltando o segundo disco da banda que promete manter o nome Rawhead Rexx em evidência, "Diary in Black".

Jurgen Volk (vocal e guitarra), Rudiger Fleck (guitarra), Face (baixo) e Dany Loble (bateria) continuaram envolvendo no som da banda o power metal tipicamente germânico com muitíssimo peso, vocais que não abusam de agudos e refrão pegajosos. O que ajuda a banda neste lançamento é a produção do conceituado produtor Charlie Bauerfeind nos estúdios Mi Sueño (Espanha – de propriedade do vocalista do Helloween, Andi Deris). E isto se nota claramente, potencial o grupo tem, mas qualquer deslize na produção deste seu disco de "firmação" no cenário seria um passo enorme em direção à crucificação. Musicalmente vale destacar o vocalista Jurgen Volk, que mesmo tocando guitarra possui uma voz fenomenal para o estilo, e em breve, poderá ser indicado como uma das potentes vozes do metal atual. Trabalhando bem, a dupla de guitarristas também é um destaque, assim como o baterista Dany Loble que marca muitíssimo bem todas as músicas da banda.
Depois da introdução sombria "Dark Ages" o disco abre mesmo com a simplesmente power "Return of the Dragon", onde se comprova todo o potencial da dupla Volk e Fleck quanto o trabalho de guitarras. Com muito peso e bastante melodia o disco segue com a faixa título "Diary in Black", que dá destaque para outra poderosíssima faixa pesada que é "Brothers in Arms", a minha favorita do álbum. Destaque aqui para os ‘backing’ vocais quase que guturais e o clima contagiante desta composição que deverá ficar perfeita ao vivo. Mantendo esta mesma linha temos "The Machine", novamente com um destaque mais do que especial para os riffs e aqui também para as boas batidas de Dany Loble. Depois de uma série de músicas mais melódicas ou sem tanto brilho como as citadas, outro momento memorável do disco é ótima "Metal War", composição que tem o vocalista Volk como maior destaque, cantando em tons bem altos sem soar chato ou cansativo. Como "What If" o disco fecha com "Six Feet From the Edge", ambas baladas bem harmoniosas.
Certamente o Rawhead Rexx tem tudo para sair do posto de revelação do metal alemão e se tornar um grande nome do cenário mundial, afinal muitas virtudes para isto o Rawhead Rexx possui e já apresentou nestes seus dois discos. "Diary in Black" é um ótimo CD, assim como o seu antecessor, e acaba sendo uma boa recomendação para todos que curtem o estilo.
Site oficial: www.rawheadrexx.de
Line-up:
Jurgen Volk (vocal/guitarra);
Rudiger Fleck (guitarra);
Face (baixo);
Dany Loble (bateria).
Track-list:
01. Dark Ages (Prelude)
02. Return of the Dragon
03. Diary in Black
04. Brothers in Arms
05. Barons Overthrow
06. The Machine
07. What If
08. Evil in Man
09. Dragonheart
10. Metal War
11. Saint and Sinner
12. Six Feet from the Edge
Material cedido por:
Rock Brigade Records - www.rockbrigade.com.br/records
E-mail: [email protected]. Telefone: (11) 5579.4124.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
Mustaine aponta as diferenças entre sua releitura de "Ride the Lightning" e a versão original
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
O vocalista que tatuou a banda no braço e foi demitido em seguida
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine aponta o que poderia resolver sua relação com o Metallica
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
Como EP de apenas três músicas mudou o rumo do rock dos anos 2000, segundo a Louder
Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em "The Last Note", do Megadeth


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


