Resenha - Sombre Romantic - Virgin Black
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 24 de fevereiro de 2004
Nota: 10 ![]()
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Desde a primeira vez em que ouvi o Virgin Black fiquei fascinado com o som da banda. Agora com o "debut" em mãos posso comprovar a minha agradabilíssima desconfiança.

Nota-se claramente, em todos os aspectos, a preocupação de todos em serem perfeitos e artísticos em tudo o que fazem. É uma banda de extremo, digo EXTREMO bom gosto, de uma musicalidade ÚNICA, dona de uma SENSIBILIDADE fantástica, que casam PERFEITAMENTE todos os elementos do seu som. Podem ter certeza que traduzir em palavras o que Virgin Black pratica é impossível. São composições de uma beleza fora do comum. Só ouvindo para entender o que eu estou tentando passar para vocês.
Eu sei que muitas bandas já excursionaram pelo mundo da ópera, da música clássica e do goticismo. Só que nenhuma delas chegaram perto do que o Virgin Black conseguiu fazer.
O grupo não se parece com nada que já ouvi anteriormente. Funde os sons e estilos de bandas como Black Sabbath, Type O Negative, Grave Digger e black metal de primeira, adicionando um toque único, particular e interpretativo. O resultado é maravilhoso.
Além de interpretar e encaixar brilhantemente os três elementos citados (ópera, música clássica e temática gótica) o Virgin Black é dono de um peso singular. São composições extremamente pesadas (e belíssimas) como "Drink The Midnight Hymn" que traduzem o que estou dizendo. A utilização dos vocais é de chorar. Às vezes operísticos, clássicos, límpidos e fortes. Outras, rasgados, guturais, bem extremos. São uma fusão de vocais thrash, death e black.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Consegue imaginar o que isso proporciona? Todos os integrantes que fazem os vocais do grupo têm timbres bem particulares, fortes e impactantes, aliados a uma beleza lírica fantástica e interpretações memoráveis.
"Stare", "Embrace" e "Walk Without Limbs", as primeiras músicas, que vão do mais clássico, sentimental e climático, ao puro death/black metal, aguçam a curiosidade para todo o resto, e deixam um belo sabor de grandeza e originalidade no ar. "Museum of Iscariot", que tem pouquíssimos elementos extremos, e é a mais longa do álbum (quase oito minutos), vai fazer você se curvar a esses australianos, tamanha a beleza de sua interpretação e a riqueza de seus arranjos, melodias e solos. "I Sleep With The Emperor" é a faixa mais pesada do álbum. Aqui vê-se toda a influência do black metal, principalmente nos vocais. "A Poet´s Tear of Porcelain" fecha a obra de forma fantástica, profunda e hipnotizante. Não deixa nenhuma falha no trabalho do grupo.
Eu recomendo, e muito, este álbum a todos que não conhecem. É uma pérola, uma raridade, e muito prazeroso e agradável a quem o escuta. Aproveite que eles acabaram de lançar o novo álbum ("Elegant... and Dying") que só pela faixa que ouvi já me deixou salivando, e fique esperto para adquiri-lo também.
Line – Up
Craig (Vocal – Guitarra)
Ian (Baixo – Vocal)
Rowan (Piano, teclados e vocais)
Samantha (Guitarra)
Dino (Bateria)
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