Resenha - Key - Nocturnus
Por Sílvio Costa
Postado em 23 de janeiro de 2004
Hoje é muito fácil achar bandas que façam death metal calcado em melodias intrincadas, tempos incomuns e que abusem de teclados e referências musicais de fora do mundo da música pesada para construir seus álbuns. Entretanto, quando se volta ao longínquo ano de 1990, é bem difícil imaginar bandas como o Children of Bodom, por exemplo. Death metal, àquela época, era sinônimo de vocais ultraberrados, guitarras saturadas de distorção e muita velocidade.

A Flórida ficou conhecida por ter dado origem a inúmeras destas bandas, como o Obituary e o Morbid Angel. Para quem não viveu aquela época, seria simples traçar um paralelo entre o fenômeno do death metal da Flórida e a explosão do metal melódico europeu dos últimos quatro ou cinco anos.
Pois bem, esta breve introdução serve para apresentar o Nocturnus. Esta banda foi fundada bem no início do "movimento" na Flórida e contava com o baterista/vocalista Mike Browning, que passara pelo Morbid Angel nos idos de 1986 (sua presença na banda pode ser conferida no maravilhoso Abominations of Desolations, de 1991). Além disto, a presença de um tecladista como membro fixo (Louis Panzer, que ficou na banda até seu fim, em 2000) fazia do som do Nocturnus algo único e, até hoje, digno de nota, mesmo com tantas bandas talentosas praticando um death metal de alta qualidade.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A temática da banda também a diferenciava. Em vez de cadáveres putrefatos e ocultismo, a banda gostava de falar de ficção científica e temas espaciais, chegando a realizar neste The Key um disco quase conceitual.
Faixas rápidas e pesadíssimas, pontuadas por intervenções discretas de teclados, são as marcas registradas deste disco. A primeira faixa, Orbital Decay, é um dos melhores exemplos do space death do Nocturnus. Ao lado dela, a maravilhosa The Killing mostra toda a força desta banda. Os vocais podem até soar estranhos, já que parecem estar sempre meio fora do tempo e as letras - muito curtas - não parecem transmitir exatamente as boas idéias da banda. Entretanto, lembre-se de que o vocalista também estava atrás daqueles velocíssimos bumbos e o acúmulo de funções - especialmente ao vivo - não devia ser muito fácil.
É incrível como este som não parece datado. Talvez pela ressurgência do velho death metal - em roupagem mais moderna - praticado por diversas bandas da atualidade, especialmente as sueca, o Nocturnus soe tão atual. É o bom e velho heavy metal dando mostras de sua longevidade e de sua capacidade quase infinita de renovação.
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